Vendas nos supermercados de Santa Catarina foram positivas em 2016

O desempenho de vendas do setor supermercadista catarinense foi positivo em 1,14% no ano de 2016 em relação a 2015. O resultado foi apurado por pesquisas mensais da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) com empresas associadas de todos os portes e regiões catarinenses. No mês de dezembro de 2016 em relação a dezembro de 2015 houve crescimento de 0,38%, enquanto que em relação ao mês de novembro de 2016 as vendas foram superiores em 28,69%. Os dados já foram deflacionados pelo IPCA.

De acordo com o Presidente Executivo da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Paulo Cesar Lopes, o ano de 2016 foi marcado pelas oscilações, alternando resultados positivos e negativos, mas que, ao final do período, conseguiu se recuperar e ficou entre 1% e 2%.

A média histórica do segmento supermercadista catarinense nos últimos dez anos é positiva, com 4,08%. Somente em 2015 o resultado de vendas anual foi negativo (-0,50%). Os desempenhos do biênio 2015/2016 foram os mais baixos desde que a pesquisa é realizada nos atuais parâmetros. Isso se deve, segundo Lopes, ao fato de que o setor experimentou períodos seguidos de crescimento contínuo, quando as bases comparativas foram ficando cada vez mais fortes.

– Para um ano conturbado tanto na política como na economia como este de 2016, onde a taxa de desemprego cresceu muito e afetou o potencial da consumo da população, dá para concluir que o setor supermercadista conseguiu um bom resultado – analisa o dirigente.

O setor é responsável pelo abastecimento de cerca de 85% das necessidades em alimentos, higiene e limpeza da população. A cada dia cerca de 25 milhões de brasileiros buscam as lojas de supermercados para se abastecerem de produtos, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Santa Catarina representa cerca em torno de 6% do mercado nacional.

O sentimento para 2017, apurado na mesma pesquisa, é de cautela. Dos empresários ouvidos na pesquisa, a grande maioria – 87,5% – acredita que 2017 será um ano bem parecido com o de 2016, com crescimento entre 1% e 2%. Só 12,5% dos empresários aposta que a retomada da economia virá de forma rápida e consistente.

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