Vale do Itajaí tem o valor mais baixo de combustível no estado em 2017

Levantamento aponta os preços praticados em cada uma das regiões do Estado. Média estadual é usada para compor a base de cálculo do ICMS

Um estudo realizado a partir de dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Fazenda demonstra a evolução do preço médio dos combustíveis em Santa Catarina, entre os meses de janeiro a outubro deste ano. Entre as seis regiões avaliadas, a região Oeste lidera com os valores mais elevados tanto da gasolina quanto do diesel. Na outra ponta estão as regiões Sul e Vale do Itajaí, com os preços mais baixos.

Os recorrentes aumentos no valor pago pelos combustíveis é resultado da política de preços adotada pela Petrobrás nas refinarias no início de julho. Em alguns casos, o valor sofre alterações de um dia para o outro. Em seu site, a estatal publicou uma nota afirmando que o objetivo é repassar com maior frequência as flutuações do câmbio e do petróleo e, com isso, permitir “maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo”, dando condições de competir “de maneira mais ágil e eficiente”.

Consumo em SC

Conforme informações da Secretaria da Fazenda, em Santa Catarina são consumidos mensalmente cerca de 230 milhões de litros de gasolina e 203 milhões de litros de diesel. A média mensal de arrecadação é de R$ 208 milhões e R$ 74 milhões, respectivamente.

Abaixo, a evolução do preço médio da gasolina e do diesel em cada região, entre os meses de janeiro a outubro de 2017. Os dados de novembro ainda não foram consolidados pela Secretaria da Fazenda em razão do prazo de envio das informações por parte dos contribuintes, neste caso, as empresas que comercializam o produto.

Os preços mais caros

Em comparação com a média estadual, a região Oeste se destaca pelos preços médios mais elevados, tanto na gasolina quanto no diesel, conforme pode ser verificado abaixo.

Os valores mais baratos

O Vale do Itajaí se destaca por registrar os preços mais baixos na gasolina durante o período analisado, no comparativo com a média do Estado. Já na comercialização de diesel, destaque para a região Sul.

Entre os fatores que mais influenciam para a variação de preços estão o transporte do produto e o volume consumido. O auditor fiscal da Receita Estadual, Vantuir Luiz Epping, explica que quanto maior a distância percorrida para transportar o produto até o local onde será comercializado, maior o custo agregado. Segundo Epping, isso é uma das causas da diferença de valores praticados, por exemplo, na região Oeste em comparação com o Vale, que possui um terminal de distribuição na cidade de Itajaí. Em relação à quantidade consumida, quanto maior for o volume, melhor será a negociação entre a distribuidora e o posto de abastecimento.

 

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