TRAFEGAR PELAS RUAS ESBURACADAS DE BRUSQUE VIROU UM PERIGO

Em pouco mais de uma semana, duas vítimas por causa da má conservação das ruas 


Quarta-feira (06), o que poderia ter sido um acidente fatal e, só não foi por que Marcelo Morette (38) conduzia sua motoneta em baixa velocidade, que este acidente sirva como exemplo para todos condutores.
Na manhã do dia 06, por volta de 07h30min, Marcelo saiu de casa para trabalhar quando foi surpreendido por vários buracos na rua Osvaldo Niebhurg, no bairro Nova Brasília, onde não havia nenhum tipo de sinalização na via e acabou caindo da motoneta, sofrendo escoriações pelo corpo e o veículo danificado.
Em conversa com Marcelo, ele disse que foi socorrido por populares que lhe levaram até o hospital onde teve os primeiros atendimentos clínicos.
A administração interina de Roberto Pedro Prudêncio Neto, mandou fechar os buracos que ocasionaram o acidente, mas sequer procuraram saber se Marcelo precisava de ajuda ou se estava bem. O serviço de recuperação da estrada não foi realizado a contento, pois colocar areia para fechar buracos em uma via de asfalto, pode aumentar ainda mais o risco.
Acidentes causados por buracos e má conservação das vias é de responsabilidade do executivo, quando este acontece em vias municipais, do Estado quando acontecem em rodovias estaduais e de Federal quando acontecem nas BRs.
Recentemente no bairro Dom Joaquim uma mulher também sofreu um acidente de moto no dia 23 de dezembro por passar em uma via sem conservação e teve uma grande lesão abrasiva nos membros superiores e inferiores.
Estão esperando acontecer um acidente fatal ou um acidente que deixe alguém inválido para tomar uma providência no que diz respeito a conservação das estradas de Brusque?
COMO COBRAR O RESPONSÁVEL
Basta registrar Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima, reunir fotos do buraco (mesmo que ele seja tampado no futuro ficará a foto e o remendo para comprovar), do acidente e do veículo danificado, ter algumas testemunhas, fazer, pelo menos, três orçamentos do conserto do veículo e juntar os recibos dos gastos, inclusive, com materiais de curativos, medicamentos e atendimento médico.
Se houve lesão e tiver laudo médico, anexe tudo. Inclusive as receitas médicas. Prefeitura, empreiteiras e outros contratados para fazer obras na cidade respondem juntos no processo.
O próximo passo é ingressar com a ação judicial na Justiça comum (sem previsão de um valor máximo para o ressarcimento) ou no Juizado Especial Cível, o Juizado de Pequenas Causas (ações de até 20 salários mínimos sem advogado ou até 40 salários mínimos com advogado).
Se preferir, a pessoa que foi prejudicada por um buraco aberto em via pública pode tentar o contato direto com o setor responsável na prefeitura (Secretaria de Obras, de Administração) para tentar um acordo e não precisar cobrar judicialmente, mas sem descartar a ideia e a disposição para resolver por meio judicial.
Os estragos provocados pelos buracos vão dos danos à suspensão, rodas e pneus até a colisões e ferimentos graves; e não adianta a prefeitura dizer que são muitas ruas na cidade ou que os   buracos são previsíveis e de total conhecimento da população: todos os danos podem ser exigidos judicialmente da prefeitura.

Muitos motoristas que têm prejuízos por conta de buracos em via pública acabam amargando e pagando a conta, que em geral não é nada pequena, por conta da demora do Judiciário para julgar esses casos. Só que quem já recorreu e apresentou provas obteve ganho de causa e garante: demora, mas paga.
Como de costume, reparos em ruas de asfalto
estão sendo feitos com areia

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