Sintrivest avalia economia em 2017

O ano de 2017 iniciou com otimismo para o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sintrivest). De acordo com o tesoureiro da entidade, José Gilson Cardoso, nos três últimos anos a categoria vem crescendo e, a cada tradicional Rodada de Negócios realizada na cidade, fica mais evidente o volume de vendas e o expressivo ritmo de produção nas empresas.

“É um termômetro. Faz com que a categoria se reinvente. Afinal, são novos investimentos, novas empresas sendo fundadas, novos postos de trabalhos criados. O vestuário, inclusive, tem empregado pessoas de outros setores que sofreram mais com a economia, como a construção civil, por exemplo. Então aquela pessoa que está desempregada, saiba que na nossa categoria tem vagas e que as empresas estão contratando”, afirma Gilson.

Segundo ele, o que o Sintrivest espera dos empresários é uma visão social. Que eles tenham o objetivo de crescer e de dividir as riquezas com quem produz, que são os trabalhadores. Essa postura de reconhecimento e valor pelo trabalho faz com que a economia do município cresça e fortalece o Estado e o país como um todo.

“No ano passado nós tivemos uma Convenção Coletiva boa, repondo todas as perdas salariais e com algum aumento real nos pisos salariais. O número de rescisões de contratos também foi menor do que em 2015”, recorda Gilson.

Pendências financeiras

Desde 2016 e, agora, com ênfase em 2017, o Sintrivest está trabalhando para cobrar de algumas empresas a apropriação indébita da mensalidade sindical. “Existem empresários que recolhem o dinheiro da mensalidade sindical, quando o trabalhador aceita o desconto em folha de pagamento, mas que não repassam esse valor ao sindicato. Ao contrário, se apropriam desse dinheiro. Alguns empresários usam o recurso em benefício próprio e isso se caracteriza como apropriação indébita. Desta forma, ele age contra o trabalhador, porque o sindicato precisa de investimentos na área da saúde e educação e isso demanda recurso financeiro”, enfatiza Gilson.

Aos empresários devedores, o tesoureiro do Sintrivest salienta que a meta do ano é zerar estas pendências financeiras. Muitos, inclusive, já receberam o telefonema do sindicato e alguns já têm encontro marcado para discutir a questão.

“Quem está em débito deve rever suas contas, porque está chegando o momento de explicar e, mais do que isso, fazer o pagamento das mensalidades atrasadas. Primeiro estamos propondo uma negociação entre as partes, mas, se não acontecer o entendimento, partimos para a ação judicial. O importante é que o recurso chegue à entidade sindical, porque temos novos investimentos em prol do trabalhador vestuarista para fazer”, observa Gilson.

O tesoureiro do Sintrivest lembra que toda a estrutura do Sindicato foi construída com o valor das mensalidades. Em mais de três décadas de história, a entidade nunca precisou de empréstimos ou de recurso de nenhum governo para erguer suas obras e a expectativa é continuar crescendo, para oferecer mais serviços e comodidade aos trabalhadores e trabalhadoras.

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