Secretaria de Justiça e Cidadania coordena ações de combate à tuberculose no sistema prisional

A Secretaria de Justiça e Cidadania está implantando uma série de ações para o combate à tuberculose no sistema prisional catarinense. O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) tem chamado atenção para a doença que se prolifera entre as pessoas privadas de liberdade e pode atingir familiares dos presos e servidores de todo o sistema.

De acordo com instruções do Depen, em um encontro recente com gestores do sistema prisional, é preciso estimular as ações educativas envolvendo servidores e detentos. “Estamos trabalhando as informações junto a todas as unidades. É precisos conscientizar servidores e detentos que a tuberculose é uma doença perigosa mas que pode ser controlada e curada”, observa o gerente de saúde do Deap, Laércio Fernando Kamers.

Para conhecer a extensão do problema no Estado, o Departamento de Administração Prisional (Deap) coordenou entre março e dezembro de 2018 a realização de 9.082 exames entre os internos que poderiam ser portadores da doença. Os testes identificaram que em 2018 havia 94 presos infectados pelo bacilo. Em março deste ano esse número caiu para 65, sendo que todos os casos estão em tratamento. A queda no número não representa a erradicação da doença, mas seu controle no sistema prisional.

Uma das principais ações para evitar novos casos de tuberculose nas unidades prisionais é manter um rígido controle de medicação, já que a cura da doença depende do tratamento completo. Outra medida importante é que o preso com tuberculose está identificado no i-pen (sistema de dados que concentra todas as informações sobre os internos). “Caso ele seja transferido de unidade, por exemplo, ele já chega com a recomendação de seguir o tratamento”, pontua Laércio Fernando.

No Brasil, a cada ano são identificados cerca de 70 mil casos de tuberculose e 4,6 mil pessoas morrem em decorrência da doença.

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