Relatório da Fatma aponta que 66,8% dos locais analisados em SC estão próprios para banho

Para presidente da Casan, investimentos em esgotamento sanitário foram fundamentais para melhorar desempenho de balneabilidade

A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) emitiu nesta quinta-feira, dia 5, o quinto relatório da qualidade das praias catarinenses desta temporada e primeiro de 2017. De acordo com o documento, dos 214 pontos analisados, 143 estão próprios para banho, o que corresponde a 66,8%. Dos 75 pontos monitorados em Florianópolis, 51 (68%) estão próprios para banho e, no interior do estado, 92 (67,6%) locais estão aptos para os banhistas. As análises foram feitas entre os dias 2 e 4 de janeiro.

O presidente da Casan, Valter Gallina, diz que o desempenho da balneabilidade foi superior aos outros anos e atribui a melhora aos investimentos no setor. Só em Florianópolis, estão previstos R$ 374,4 milhões em obras de esgotamento sanitário.

Neste relatório, 26 locais passaram a ser impróprios e seis para próprio. “As chuvas de verão que têm ocorrido quase todos os dias influenciam no aumento de pontos impróprios, mas em relação às análises do mesmo período do ano passado, há uma melhora, principalmente em Florianópolis”, explica o técnico de Laboratório da Fatma, Marlon Daniel da Silva.

O técnico salienta que os banhistas devem evitar entrar na água próximo a saídas pluviais e de rios. As tradicionais placas que apontam as condições das praias têm sido constantemente alvo de vandalismo. Para que o banhista possa conferir a qualidade das praias de forma rápida e segura, a Fatma disponibiliza o relatório no site da Fundação (www.fatma.sc.gov.br) ou no aplicativo Praias SC, disponível para Android.

Para dizer se um ponto é próprio ou impróprio para banho, a Fatma analisa a presença da bactéria Escherichia Coli, presente em fezes de animais e humanos. São necessárias cinco coletas consecutivas para se obter o resultado. Para esta temporada, as amostras começaram a ser coletadas em 31 de outubro. Quando em 80% das análises a quantidade da bactéria é inferior a 800 por 100 mililitros, o ponto é considerado próprio.

Os pontos analisados são nos municípios de Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Da Barra do Sul, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Piçarras, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.

Investimento em esgotamento sanitário

Na área de esgotamento sanitário, a Casan quer elevar a cobertura de coleta e tratamento em Florianópolis dos atuais 55% para mais de 70% até 2018. Um conjunto de obras está em andamento, ou em fase inicial de operação, para garantir esse crescimento da infraestrutura de saneamento da Capital.

Entre as obras concluídas está a nova estação de tratamento de esgotos de Canasvieiras, que entrou em operação em dezembro. Outro projeto concluído, em fase inicial de operação é o SES Continente, que beneficia 20 mil moradores dos bairros Abraão e Capoeiras, além de Bom Abrigo, Itaguaçu, Praia do Meio, Coqueiros, Estreito, Balneário, Jardim Atlântico, Coloninha e Vila São João.

Será também entregue no início deste ano o esgotamento sanitário da Lagoinha, um investimento R$ 4,5 milhões. Os sistemas de esgotamento dos Ingleses e do Saco Grande, a Estação de Tratamento do Rio Tavares e a ampliação da ETE Insular são outros projetos em início de implantação ou em fase final de licitação.

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