Raimundo Colombo renuncia oficialmente ao governo do Estado

Raimundo Colombo (PSD) entrou na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) na tarde desta quinta-feira (5) pela última vez como governador do Estado. Licenciado desde fevereiro, Colombo visitou o gabinete do presidente da Casa, deputado Aldo Schneider (MDB), para entregar a carta de renúncia ao cargo, que oficializa sua saída. A partir de agora, o ex-governador focará na construção de sua candidatura ao Senado e na formação de alianças para as eleições de outubro.

Em cerimônia discreta, Colombo falou em tom de pré-candidato. Segundo ele, a política vive um momento crítico e de distanciamento da sociedade, uma “esculhambação” que demanda ordem e coragem. Colombo defende uma reforma política profunda e diz que seu mandato, caso eleito, será voltado à luta pelo desenvolvimento. “Me coloco outra vez à disposição”, disse.

Com a renúncia, Colombo encerra sete anos de gestão à frente de Santa Catarina. Este era o prazo máximo de renúncia exigido pelo TSE (seis meses antes da eleição) para que possa se candidatar. Ele assumiu o governo em 2011 – e reelegeu-se em 2014 – tendo como vice Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do MDB. Pinho Moreira assume em definitivo em cerimônia nesta sexta-feira (6), também na Alesc. Ele já comanda as ações do governo desde a licença, em fevereiro.

No documento entregue a Schneider, Colombo diz que o maior orgulho da sua gestão foi a promoção do emprego, sempre acima da média nacional. Ele também destaca os investimentos no setor de Defesa Civil – ampliação de barragens e instalação de radares – e a contratação de agentes de segurança – 9,3 mil em sete anos. A carta também cita a decisão de não aumentar impostos diante da crise econômica.

Apesar da certeza da candidatura ao Senado, Colombo fala com cautela sobre a disputa ao governo do Estado. Isto porque, a aliança histórica com o MDB pode chegar ao fim e dividir as forças de situação em outubro. O pré-candidato do PSD, deputado Gelson Merisio, mostra descontentamento com o partido de Pinho Moreira. O MDB, por sua vez, sonha em liderar a composição.

“Não tem crise”, diz Colombo. Podemos não estar juntos em outubro, mas não somos inimigos, complementa. Ele afirma que houve um “afastamento inegável”, porém o diálogo continua. Segundo ele, Pinho Moreira estará em Lages, no sábado (7), quando Colombo promoverá novo ato de despedida do governo.

Futuro

O agora ex-governador afirma que é necessário ter paciência. Para ele, é hora de ouvir as lideranças e analisar o desejo de cada um para formar uma aliança ideal para as eleições, mas não esconde a vontade de ter um nome liderando a chapa ao executivo: “partido do nosso tamanho tem que ter candidato próprio”, diz.

Segundo ele, a coligação ideal é aquela que tem o melhor projeto para Santa Catarina. Reunir vários partidos “é bom para ganhar a eleição, mas é ruim para governar”, conclui.

Fotos: Murici Balbinot

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