Quem são os candidatos para presidência do Brasil em 2018

A eleição presidencial de 2018 terá o maior número de candidatos desde a disputa de 1989!

Conheça os principais candidatos:

Geraldo Alckmin (PSDB)

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 65 anos, assumiu em dezembro a presidência do PSDB para tentar apaziguar o partido, que se dividiu entre ficar ou sair da base de apoio ao governo de Michel Temer (MDB).

Seu principal desafio é romper a estagnação nas pesquisas de intenção de voto – por enquanto, o tucano ainda não conseguiu alcançar os 10% de intenção de voto. No último Datafolha, Alckmin tem entre 6% e 9% da intenção de votos, atrás de Bolsonaro, Marina e Ciro Gomes – e em cenários com e sem Lula, respectivamente.

Alckmin foi confirmado como o único postulante do PSDB à Presidência, depois que o ex-senador e atual prefeito de Manaus Arthur Virgílio desistiu de participar de prévias para definir o candidato tucano nas urnas. No fim de fevereiro, Virgílio criticou o correligionário paulista, a quem acusou de usar a máquina partidária para evitar a disputa, e anunciou que não vai fazer campanha para Alckmin.

O ex-prefeito de São Paulo João Doria era outro tucano que almejava a candidatura presidencial, mas acabou deixando o cargo para disputar o governo paulista. Muitos tucanos acreditam que ele “queimou a largada” ao fazer um giro pelo Brasil na tentativa de aumentar sua popularidade – ele ainda é considerado desconhecido no país e não conseguiu alavancar seu nome nas pesquisas.

Alvaro Dias (Podemos)

Podemos oficializou Alvaro Dias como candidato a presidente da República em convenção realizada em Curitiba. Senador eleito com 77% dos votos do Paraná na última eleição, ele enfatizou o combate à corrupção durante discurso no evento. O jurista Miguel Reale Junior, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma, estava presente na cerimônia.

O vice na chapa será Paulo Rabello de Castro (PSC). O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já havia oficializado seu nome também como candidato a presidente, abriu mão da cabeça de chapa para formar a coligação com o Podemos.

Além do PSC, Dias contará com o apoio do PRP e do PTC. Ex-PSDB e Partido Verde, o senador disse que ainda procura outros partidos para sua coligação.

Marina Silva (Rede)

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou oficialmente sua candidatura em 2 de dezembro de 2017, pela Rede. De acordo com o último Datafolha, Marina está em terceiro lugar com Lula na disputa e em segundo sem o petista, atrás de Bolsonaro.

Uma das dificuldades que deve enfrentar é o pouco tempo de propaganda no rádio e na TV. Ela enfrenta ainda, segundo o Datafolha de agosto, uma rejeição de 25%.

O partido conta com uma bancada de apenas três congressistas. Assim, Marina não tem a garantia de participação nos debates. Caberia às emissoras a escolha de convidar ou não a candidata.

A ex-ministra vai precisar também responder a críticas de ser omissa em momentos em que muitos aguardavam um posicionamento firme sobre temas centrais ou disputas políticas, e de ter declarado apoio ao hoje investigado senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições de 2014.

Ciro Gomes (PDT)

PDT oficializou Ciro Gomes como candidato a presidente da República na tarde de 20 de julho. Em um discurso para uma plateia de militantes que não contou com a presença de líderes de outros partidos, ele rebateu críticas recebidas do mercado financeiro, falou sobre seus planos para segurança pública e afirmou que estará ao lado dos mais pobres e da classe média.

“Povo e classe média já pagaram demais. A classe média paga dobrado para viver no País e o Estado não devolve serviços de qualidade. Quem tem de pagar agora é o governo e o mundo mais rico”, afirmou.

João Amoêdo (Novo)

O ex-executivo do sistema financeiro João Amoêdo, de 55 anos, se afastou da presidência do partido que ele próprio ajudou a criar em 2015 para ser lançado pré-candidato à Presidência. Pelas regras do Novo, candidatos não podem exercer funções partidárias nos 15 meses anteriores à eleição.

Com 2% das intenções de voto, segundo o Datafolha, Amoêdo é o segundo candidato mais desconhecido do país – só perde para Vera Lúcia (PSTU). Segundo o Datafolha, 73% dos entrevistados dizem que não o conhecem nem ouviram falar dele. É muito, mas menos que antes. Na pesquisa de novembro, ele era desconhecido por 84% dos brasileiros.

Amoêdo tem em viajado o país para fazer palestras na tentativa de tornar-se mais popular e sua campanha tem ganhado força nas redes sociais.

Novato em eleições gerais, o partido de Amoêdo conta com o apoio de profissionais liberais, de economistas que ocuparam cargos importantes no governo de FHC, como Gustavo Franco, e tem entre seus quadros o ex-treinador de vôlei Bernardinho. A legenda ainda tenta atrair tucanos descontentes que estão deixando o partido.

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro, de 63 anos, aparece em primeiro lugar nas pesquisas de opinião nos cenários eleitorais sem Lula. De acordo com a última pesquisa Datafolha, Bolsonaro alcança 22% das intenções de votos quando o petista Fernando Haddad ocupa o lugar do ex-presidente.

Bolsonaro trocou de partido para disputar as eleições. O deputado estava filiado ao PSC (Partido Social Cristão) e chegou a assinar a ficha de filiação do PEN (Partido Ecológico Nacional). Mas, em seguida, filiou-se ao PSL (Partido Social Liberal).

O nome do general da reserva do Exército Hamilton Mourão, do PRTB, foi oficializado como o candidato a vice de Bolsonaro, depois que ele enfrentou pelo menos três recusas para compor a chapa presidencial.

Bolsonaro terá pouco tempo de propaganda no rádio e na televisão: 8 segundos e 11 inserções – a título de comparação, o tucano Geraldo Alckmin terá 5 minutos e 32 segundos e 434 inserções na programação. Para estipular o tempo de cada candidato, leva-se em conta o número de deputados federais eleitos pelo partido em 2014. No caso do PSL, foram apenas dois.

Com Conteúdo Estadão e BBC Londres.

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