Queijo artesanal serrano recebe prêmio internacional em Montevidéu

O case do produto venceu a categoria ‘Associativismo para crescer’, do 2º Concurso de Buenas Prácticas en Agricultura Familiar

Um concurso realizado em Montevidéu, no Uruguai, deu ao queijo artesanal serrano a dimensão internacional. O case do produto venceu a categoria “Associativismo para crescer”, do 2º Concurso de Buenas Prácticas en Agricultura Familiar. O evento foi realizado pela Reunião Especializada da Agricultura Familiar do Mercosul e pelo Programa Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da Organização das Nações Unidas.

O deputado Gabriel Ribeiro (PSD), autor da lei que regulamentou a produção e a venda do queijo artesanal serrano, destacou na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) o trabalho desenvolvido por técnicos e queijeiros catarinenses, que estão se adequando às normas definidas pela lei, aprovada no ano passado, e que trata de pontos como exigências sanitárias, instalações das queijarias e cuidados com a água.

O evento no Uruguai reuniu profissionais dos cinco países do Mercosul, e o case foi inscrito pela extensionista social Andrea Schlickmann, da Epagri/Lages. A prática vencedora do queijo serrano concorreu com outros 22 trabalhos, e os julgadores avaliaram pontos como inovação, sustentabilidade, qualidade e impacto na vida das pessoas e o desenvolvimento local.

Batizada informalmente como Lei Gabriel Ribeiro, a matéria regulamenta a produção e a venda do queijo artesanal serrano. Até então, era permitida a produção apenas para o consumo próprio, embora o queijo fosse vendido clandestinamente. Quando flagrado pela vigilância sanitária, o produto era apreendido e incinerado.

Gabriel Ribeiro enfatizou que a lei é fruto de um esforço conjunto, que envolveu queijeiros e profissionais da Epagri, que elaboraram a sustentação técnica para projeto.

Conforme Andrea Schlickmann, há 31 queijarias finalizando o processo de adequação às normas técnica estabelecidas pela lei. E há outras (quase 10) num processo intermediário. E diz ainda que “quase todo dia” chega à Epagri alguém pedindo informações sobre como proceder para produzir o queijo na forma adequada.

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