Quatro presos na operação Luz na Infância 4 contra crimes sexuais pela internet

O combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes usando a Internet teve uma grande operação nacional – Luz na Infância 4 – na manhã desta quinta-feira em 26 Estados. Em Santa Catarina, a Divisão de Repressão a Crimes na Internet da Diretoria de Investigações Criminais (DRCI/DEIC) prendeu quatro suspeitos (dois em Navegantes, um em Blumenau e um em Indaial) de usar a rede mundial de computadores para a propagação de arquivos contendo pornografia infanto-juvenil.

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“Em Santa Catarina a operação foi um sucesso, pois de cinco alvos conseguimos o flagrante de quatro investigados e a sequência da perícia dos laudos pelo IGP pode configurar mais delitos e detenções”, salienta o diretor em exercício da DEIC, delegado Rodrigo Schneider. Os presos têm idades entre 20 e 54 anos.

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Os agentes da DEIC, com apoio de peritos do IGP (Instituto Geral de Perícias), cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú, Blumenau, Indaial e Navegantes relacionados com os crimes.

A operação Luz na Infância 4 é uma ação nacional de repressão aos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de 26 Estados.

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O delegado Felipe Rosado, da DRCI, e que coordenou a operação no Estado, destaca que as penas para os crimes de armazenamento e transmissão de dados contendo imagens com pornografia infantil variam de quatro a oito a oito anos de prisão. “São imagens chocantes, que envolvem desde bebês a adolescentes, em cenas de sexo, estupros”, conta o delegado.

Perito do IGP, Wilson Leite da Silva Filho, participou da operação e ressalta que na sequência dos trabalhos todo o material apreendido – computadores, HDs, arquivos, pendrives, celulares – será analisado, inclusive para recuperação de arquivos eventualmente apagados. “Tudo será devidamente periciado para gerar os laudos, o do local da apreensão e um segundo, mais detalhado, feito pelo laboratório de informática”, disse.

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