Psicóloga de Brusque orienta pais sobre a polêmica da boneca Momo

Atualmente, grande parte das crianças tem fácil acesso aos conteúdos da internet, principalmente a plataforma do YouTube, tornou-se normal em locais públicos, como restaurantes, por exemplo, ver as crianças assistindo a vídeos em seus tablets enquanto seus familiares conversam distraidamente. O mesmo acontece em casa: a internet tornou-se um escape para os pais poderem realizar seus afazeres, enquanto seus filhos estão distraídos assistindo a vídeos do YouTube ou jogando em seus vídeos games.
Entretanto, é essencial que os pais orientem seus filhos e monitorem os conteúdos que estão acessando e limitem o tempo de uso.
Jamais os pais devem mostrar estes vídeos a criança, mesmo com a intenção de alertá-las. É importante que os pais esclareçam as crianças que está circulando um desafio em alguns vídeos da internet, de uma personagem chamada Momo, ou seja, ela não é real, porém que existem pessoas mal intencionadas por trás dos vídeos, que criam estes desafios para assustar e prejudicar, mas que nada de ruim irá realmente acontecer.
Os pais e educadores precisam se demonstrar acessíveis para comunicação, para que as crianças saibam que podem confiar e contar quando algo as assustam.
É importante saber que as pessoas que criam estes desafios/vídeos buscam atenção, portanto, quanto mais compartilhamentos da imagem da Momo, maior alcance do tema. Sendo assim, quando forem falar sobre o assunto, não compartilhem a imagem, apenas alertem outros pais e crianças sobre alguns perigos que podem ser acessados online.
O que fazer:
Orientar as crianças sobre os perigos da internet;
Orientar para que não compartilhem informações pessoais (como endereço, nome completo, escola em que estudam);
Não conversar com desconhecidos em jogos online ou em chats de redes sociais;
Limitar o tempo de uso do celular/tablet;
Sempre demonstrar interesse (sem julgamentos) pelo que a criança está assistindo/acessando/jogando, para que ela sinta-se a vontade para contar o que está fazendo.
Por: Ketlyn Lais Bonfim, Psicóloga infantil, especialista em educação.

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