Promotor de Justiça aposentado João José Leal é eleito para a Academia Catarinense de Letras

O escritor e Promotor de Justiça aposentado João José Leal foi eleito para ocupar uma cadeira na Academia Catarinense de Letras (ACL), entidade máxima da literatura do Estado. Esta foi a primeira vez que Leal se candidatou para a vaga e a decisão foi tomada em assembleia geral realizada no dia 22/06, em Florianópolis. O candidato eleito pode escolher a data da posse dentro do prazo de um ano e deve marcar a cerimônia de comum acordo com a presidência da entidade. A posse está prevista para o dia 22 de setembro.

Doutor em Direito pela Universidade Gama Filho, Leal conta que era já de noite quando recebeu um telefonema do presidente da ACL, Salomáo Ribas Júnior, com a notícia de que havia sido escolhido para ocupar a Cadeira 31, que tem como Patrono o escritor Manoel José França e o fundador Henrique Boiteux. “Fico feliz e sinto-me realizado por esta honrosa distinção. Neste momento de minha vida, já afastado do Ministério Público e do ensino jurídico, considero uma grande honra ter sido eleito para integrar a ACL, que reúne as figuras mais representativas das letras e da cultura catarinense”, comentou.

Durante a atuação no Ministério Público de Santa Catarina, Leal também ocupou o cargo de Procurador-Geral de Justiça, em 1987, e acredita que as atividades desenvolvidas ao longo dos anos foram levadas em conta pelos membros da Academia. “O Promotor de Justiça trabalha escrevendo, redigindo peças forenses e eu sempre primei por uma linguagem objetiva, correta, sempre respeitando as regras básicas da ortografia, da pontuação, da sintaxe da Língua vernacular. Minhas atividades na academia universitária, onde exerci a docência superior por 30 anos, também deve ter sido considerado pelos acadêmicos”, avaliou.

Leal, que também foi professor de Ciências Criminais da Universidade Regional de Blumenau, da Universidade do Vale do Itajaí e do Centro Universitário de Brusque, conta com um número significativo de obras publicadas na área de ciências criminais e literatura, e, em 2015, recebeu o Prêmio Catarinense de Literatura pelo seu último livro “Crônicas Tijucanas”, concedido pela Fundação Catarinense de Cultura. Desde 2014 o Promotor de Justiça aposentado é cronista do jornal O Município e atualmente publica semanalmente crônicas em outros jornais de Santa Catarina.

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