PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS PARTICIPAM DE TREINAMENTO SOBRE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

Além de oferecer ensino de qualidade, uma das preocupações do Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE é garantir atendimento de excelência aos seus acadêmicos e visitantes em qualquer tipo de situação.
Por isso, na quarta-feira, 4 de fevereiro,  docentes e técnico-administrativos da instituição passaram pelo treinamento “Acessibilidade e Inclusão no Ensino Superior”, ministrado pela coordenadora institucional do Programa de Promoção de Acessibilidade da Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul, Salete Cecilia de Souza, e pelo psicólogo Vanderlei Brasil.
O encontro marcou o terceiro dia de Formação Continuada 2015, oferecida antes do início do ano letivo. Acadêmicos e membros da comunidade também prestigiaram o evento realizado às 14h e às 19h no auditório do Bloco C, campus Santa Terezinha.
Acessibilidade e Inclusão
Durante o treinamento foram apresentados os conceitos de acessibilidade e inclusão, legislação e os eixos que fundamentam e embasam a educação inclusiva no Ensino Superior. Segundo Salete, vivemos um movimento nacional de educação inclusiva.
“Esse desenvolvimento é muito recente, vem do final da década de 1990 para o século XXI. Precisamos discutir legislação e metodologias, rever a universidade que estamos inseridos e o conceito dela para torná-la inclusiva”, afirma.
Para isto, é preciso conversar sobre o tema. “Debater acessibilidade, inclusão, barreiras atitudinais e tecnologias, favorecem a criação dessa cultura de educação inclusiva. A UNIFEBE está de parabéns por se organizar e trazer as pessoas envolvidas para o debate”, elogia.
Segundo o psicólogo Vanderlei Brasil, além da conversa, o assunto merece constante atualização. “As universidades recebem com frequência alunos que não sabem muito bem qual profissão desejam seguir. Uma pessoa com deficiência, assim como qualquer outra, às vezes ingressa sem ter clareza das suas possibilidades e potencialidades sobre aquilo que deseja fazer no campo profissional. Então, a inclusão deve passar também por uma orientação profissional para que tenham condições de fazer uma escolha coerente”, orienta.
O psicólogo explica que muitas vezes as pessoas com deficiência são subestimadas socialmente e também acabam se subestimando. “Mudar essa questão é um papel fundamental do ensino superior”, afirma.
Prática
Para facilitar a orientação sobre as questões referentes à acessibilidade e inclusão, a UNIFEBE criou no segundo semestre de 2014 o “Comitê de Acessibilidade”. Segundo a presidente Alessandra Maria Maestri, o trabalho está concentrado na criação da Política de Acessibilidade da instituição. “O documento está em fase de produção e depois de concluído será encaminhado ao Conselho Universitário para aprovação”, explica.
Enquanto isso, o comitê avalia o que deve ser adequado na instituição – em termos de estrutura física – e prevê mudanças na questão Pedagógica, no que se refere aos atendimentos especializados. “O primeiro passo para essa mudança foi dado com os treinamentos oferecidos aos colaboradores. Ainda não tivemos nenhuma situação específica, mas é preciso estar preparado para quando acontecer. Por isso a importância de conhecer novas propostas”, diz.
Buscando aperfeiçoar a prática, a diretora de inclusão e diversidade da secretaria de Educação de Brusque, Ana Lúcia Rodrigues Marques, também acompanhou o evento. “Inclusão e diversidade é um trabalho que passa por todos os níveis de ensino. O meu setor é o responsável por organizar e prestar assessoria às escolas da rede municipal de Brusque. Além da orientação, é feito um plano de trabalho para lidar com os alunos com deficiência”, explica.
Segundo ela, o treinamento apresentou novas propostas para o trabalho já realizado com crianças e adolescentes. “Muitas coisas reafirmam o que estamos fazendo, mas muitas outras são novas. Anotei várias propostas. Agradeço a oportunidade oferecida pela UNIFEBE por poder participar deste momento. É uma alegria ver que a universidade está aberta para atender essas demandas tão importantes”, afirma.
Formação Continuada
A programação da Formação Continuada 2015 segue na quinta-feira (05), com a oficina “Diário Eletrônico”, ministrada pelo professor William Fernandes Molina, no Laboratório de Informática I das 17h30 às 18h30.
A palestra da noite será sobre o eSocial e as Perspectivas de internacionalização na UNIFEBE, com o vice-reitor Alessandro Fazzino e a relações internacionais Ana Paula Bonatelli, a partir das 19 horas no auditório do bloco C.
O último dia de formação será na sexta-feira (06) com o plantão “Plano de Ensino” orientado pela professora Clara Maria Furtado a partir das 16h30 no laboratório de informática I, e com a oficina “Diário Eletrônico”, no mesmo local, a partir das 17h30.

 O encerramento será a partir das 19 horas no auditório do bloco C com a palestra “Ensino a distância”, apresentada pelos palestrantes Dr. Alexandre Marino Costa, Prof. Esp. Antonio Augusto dos Santos Soares, Professora Esp. Denise A. Bunn, Professor Me. Isac José Lopes, Professor Me. Oreste Preti.

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