Polícia Civil conclui investigação sobre o desaparecimento de criança no Extremo Oeste

A Polícia Civil de Dionísio Cerqueira concluiu nesse domingo, 15, a investigação sobre o desaparecimento de uma criança de três anos, a qual havia sido levada pelo próprio pai para local desconhecido.

Os fatos iniciaram com o registro de ocorrência do crime de ameaça no âmbito da violência doméstica, eis que o indiciado, por não aceitar a separação com a genitora da criança, passou a ameaçá-la. “Assim, após requerimento formulado pela vítima, foram judicialmente decretadas medidas protetivas de urgência, em desfavor do acusado, inclusive, com a restrição provisória de visitas ao filho do casal”, explica o Delegado Régis Augusto Stang.

Segundo o Delegado, no entanto, no dia 24 de abril de 2017, após convencer a vítima a permitir que visitasse o filho, o autor desapareceu, levando consigo a criança. “Foram meses de diligências investigativas até a localização do provável paradeiro de ambos, no interior da República Argentina. Com a aproximação de sua prisão, no entanto, o autor retornou ao Brasil, no dia 09 de outubro de 2017, quando devolveu a criança a genitora, exigindo que esta a apresentasse o filho à Polícia Civil e retirasse as queixas, anteriormente registradas”, afirma.

Após acompanhamento velado, policiais civis de Dionísio Cerqueira lograram êxito em localizar e efetuar a prisão em flagrante do suspeito, ante a prática dos crimes de ameaça e coação no curso do processo. O autor teve sua prisão preventiva decretada pelo Juízo da Comarca. “Embora tenha sido ocultada por mais de cinco meses, a criança estava com sua integridade física preservada. Além dos crimes que motivaram a prisão em flagrante, o autor ainda foi indiciado pelos crimes de ameaça (cometidos em outras oportunidades), desobediência a decisão judicial, subtração de incapazes e envio de criança ao exterior com inobservância das formalidades legais (crimes previsto no Código Penal e Estatuto da Criança e do Adolescente). Somadas, as penas podem chegar a 15 anos de prisão”, garante.

O Delegado disse ainda, que a Polícia Civil reitera a importância de respeito as medidas protetivas de urgência judicialmente decretadas. “Qualquer descumprimento deve ser imediatamente comunicando as autoridades competentes”, concluiu.

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