PF quer abrir investigação sobre chapa Dilma-Temer

A Polícia Federal pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o compartilhamento de provas para a abertura de uma investigação criminal sobre a movimentação financeira da chapa Dilma-Temer em 2014.

Os investigadores apontam indícios de lavagem de dinheiro em repasses feitos por gráficas contratadas pela coligação vitoriosa nas eleições presidenciais, que tinha PT e PMDB como principais aliados.

As informações constam de relatório enviado pela PF à corte para instruir ação de investigação judicial eleitoral que apura se houve desvio de recursos e abuso de poder econômico na campanha pela reeleição – o que, se comprovado, pode resultar na cassação da chapa. O documento traz o resultado de quebras de sigilo e ações de busca e apreensão nas fornecedoras de serviços gráficos.

Conforme a PF, a campanha Dilma-Temer transferiu para terceiros, inclusive “laranjas”, recursos que serviram para “enriquecimento sem causa”, mas que, oficialmente, foram declarados como gastos com serviços de campanha.

Segundo o relatório, subscrito pela delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, há indícios de fatos com “repercussão na esfera criminal”, já que a investigação indica que “pessoas interpostas” foram usadas para “ocultar ou dissimular a natureza, origem, disposição, localização ou propriedade de bens e valores”.

“Para aprofundamento, necessário que Vossa Excelência autorize o compartilhamento de tudo o que foi produzido (na ação eleitoral) para investigação em sede policial”, escreveu a delegada.

O pedido foi feito ao ministro Herman Benjamin, relator da ação no TSE, cuja assessoria não informou nesta terça-feira, 24, se o envio do material à PF foi autorizado.

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