OBRAS DE DUPLICAÇÃO DA BR-470 CONTINUAM LENTAS

Continuam em ritmo lento as obras de duplicação da BR-470, iniciadas a quase três anos. Houve atrasos pelos mais variados motivos: falta de repasse de recursos, desapropriações, leis ambientais. Dos seus mais de 70 quilômetros, há frentes de trabalho em ação em apenas dois trechos.

Segundo a assessoria de imprensa do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), foram disponibilizados cerca de R$ 116 milhões para as obras este ano. A obra foi orçada em R$ 862,7 milhões, “mas a correção inflacionária do período elevou esse valor para R$ 1,074 bilhão”.

Com frentes de trabalho concentrada na entrada dos bairros Margem Esquerda, Arraial, Sertão Verde e Belchior, os moradores de Gaspar tiveram sua rotina alterada com o maquinário dificultando o acesso e criando riscos aos moradores.

Mesmo sem uma perspectiva de conclusão breve, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, definiu com as empresas responsáveis os trechos prioritários para aplicação dos recursos disponibilizados na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017. Para o lote 1, o ministro disse ter o desejo de concentrar os esforços no trecho do Porto de Navegantes à BR-101. Já no lote 2, de responsabilidade do consórcio Ivaí/Sotepa, a meta é finalizar cerca 12 km de um total de 26 km, até o final de 2018. Sendo que a colocação da camada asfáltica está prevista para ser iniciada em março.

Com relação aos lotes 3 e 4, o objetivo é, juntamente com o Fórum Parlamentar Catarinense, assegurar recursos para que novos mutirões de desapropriações de áreas sejam realizados ainda este ano, tornando possível a abertura de frentes de trabalhos. De R$ 450 milhões necessários para a obra e desapropriações, apenas R$ 90 milhões estão previstos no Projeto de Lei Orçamentária deste ano. Ao todo, somando-se os quatro lotes, são necessárias 1.442 desapropriações de áreas.

Enquanto aguarda-se um maior comprometimento dos governos e órgãos envolvidos na obra, os moradores do Vale do Itajaí terão que continuar convivendo por mais tempo com a insegurança e incertezas ao trafegar por uma das mais perigosas rodovias do estado. Foram necessários 20 anos para que a duplicação fosse assinada, agora, espera-se que não sejam necessários outros 20 para que o apelo de milhares de pessoas vire realidade.

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