Novembro Azul – Por Jones Bósio

As políticas afirmativas produzem, em longo prazo, novos hábitos culturais, sociais e educacionais. É o caso da Campanha “Novembro Azul”. Independente de cor, credo, classe social e econômica ou bandeira/preferência política, empresários, educadores e figuras públicas tomaram para si, nos últimos cinco anos, o compromisso de levar adiante a missão de informar e formar ao homem que é preciso ele próprio cuidar de sua saúde. Apesar de tratar-se de uma questão de saúde pública, o Câncer de Próstata ultrapassa as barreiras dos hospitais e clínicas médicas: virou assunto de roda de amigos, ganhou forma e cor (azul). Essa política e ação social faz empresas abrirem as portas e colorirem seus espaços para lembrar que o homem também possui saúde e necessita de cuidados. A abordagem mais ousada, midiática e leve da Campanha torna o assunto menos dolorido para quem sofre ou já sofreu com essa doença. O mais importante, seguindo exemplos europeus e americanos, é ampliar a discussão o ano inteiro, levar para as escolas como um tema ainda que de higiene: pois prevenir custa a metade do que combater doenças como o Câncer, para os cofres públicos. Parabenizo os políticos e empresários que apoiam a iniciativa, bem como os veículos de comunicação social que a abordam. Pois uma vítima de Câncer deixa toda a família abalada, principalmente, emocionalmente. Que o Novembro Azul inaugure no Brasil um novo tempo, tratando a saúde como um tema amplo e social. Felizmente, números atuais mostram que 37% dos homens brasileiros se sentem mais à vontade para falar no assunto. Que de fato o assunto seja levado a sério.

Jones Bosio

Deixe sua opinião