MULHER ADMITE SER XENOFÓBICA E RACISTA E EXPLICA O MOTIVO DE OFENDER FUNCIONÁRIOS BRAÇAIS QUE PRESTAM SERVIÇO À PREFEITURA

Na manhã desta sexta-feira (13), por volta de 10h30min, três funcionários de uma empresa que presta serviço terceirizado para a prefeitura de Brusque, na área de limpeza de vias, estiveram na Delegacia de Polícia da Comarca para registrar um boletim de ocorrências por que, segundo os operários, enquanto trabalhavam foram insultados e discriminados por uma moradora da rua França, bairro Santa Rita.
O relato dos três funcionários, para a reportagem, foi que uma mulher de aproximadamente 60 anos, moradora da rua França, chamou os funcionários de preguiçosos, malandros e que deveriam receber um salário de 500 reais para passar fome em Brusque. Os três funcionários acreditam que a hostilização da moradora foi motivada por não serem naturais de Brusque.
Eles ainda relataram para a reportagem que as ofensas aconteceram a mais de 50 metros de distância da casa da autora das ofensas e, que a mulher foi até onde o grupo de funcionários estava fazendo a limpeza da via para lhes ofender.
Um encarregado da Secretaria de Obras, de nome Ivo Marche, foi informado de um telefonema grosseiro e que uma mulher teria telefonado para a secretaria, onde também ofendeu a pessoa que atendeu a ligação.
Ivo foi até o endereço repassado para saber o que acontecia, chegando ao local, Ivo foi levado pelos três funcionários até a casa em questão, onde segundo Ivo Marche, uma mulher ofendeu os funcionários em sua presença e pedia uma solução para um terreno que está em discussão judicial, nas proximidades da sua casa.
Ivo confirmou as ofensas feitas pela mulher, quando foi questionado pela reportagem.
A equipe de reportagem foi até o endereço citado no boletim de ocorrência e conversou com a proprietária da casa, envolvida no caso.
J. A. F.(61) anos confirmou as ofensas e disse que chamou os funcionários de burro, que a maioria ficava sentado enquanto poucos trabalhavam. Ela ainda frisou que não suporta baianos, paranaenses e “pretos”. Assumiu espontaneamente ser xenofóbica e disse que tem consciência que racismo é crime.
Perguntada se era verdadeira a informação repassada para a imprensa, de que ela teria dito que o prefeito deveria estar no cemitério, a mulher confirmou e disse que pegaria uma garrucha e iria na prefeitura.
Quando perguntada se os funcionários haviam sido desrespeitosos com ela, a mulher disse que não, que inclusive dois deles teriam lhe ajudado, levando até sua casa, cascalhos para ser colocado nas plantas.

Finalizando a entrevista J.A.F. disse que não chamou a “negrada” para ir até sua casa, chamou apenas o encarregado, mas eles foram juntos. Também declarou que independente de quem fosse o prefeito ela tomaria a mesma atitude e finalizou dizendo que ficou indignada quando perguntou aos funcionários o que fariam se perdessem o emprego e ouviu a seguinte resposta. “Se perder o emprego vamos roubar”. Esta informação foi negada por parte dos três funcionários que registraram o boletim de ocorrência.

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