Lojistas se reúnem em todo o estado para definir demandas do setor

Primeiros encontros aconteceram em Chapecó e Joaçaba. Ao longo do ano serão promovidas outras reuniões, contemplando 11 regiões de Santa Catarina

A Federação das CDLs implantou um novo modelo de trabalho em 2017 para dar agilidade às demandas para o desenvolvimento do varejo. Trata-se das reuniões regionais, que reúne dirigentes das Câmaras, da Federação e representantes do poder público para elaboração de uma pauta macrorregional com questões fundamentais e estratégicas para o setor terciário da economia que ainda este ano deverá ser encaminhada ao Governo do Estado.

Os primeiros encontros aconteceram na segunda e terça-feira, 13 e 14 de fevereiro, em Chapecó e Joaçaba, respectivamente, e foram liderados pelo presidente da Federação, Ivan Tauffer, e pelo vice-presidente de coordenação distrital da FCDL, Olair Klemtz. Ao longo do ano serão promovidas outras reuniões, contemplando, assim, 11 regiões.

O projeto da FCDL une lideranças na busca de soluções conjuntas para demandas antigas que não estão sendo atendidas. “A Federação percebeu que estávamos brigando pelas mesmas coisas, mas isolados, e, agora, a intenção é lutar com um grande grupo em torno dos mesmos objetivos” destaca Tauffer.

O vice-presidente Olair Klemtz destaca que realizar encontros regionalizados otimiza o tempo. “Levando as autoridades para perto das necessidades dos municípios, mostrarmos a eles com maior eficácia que essas demandas são urgentes. Nesta tarefa, contamos com o apoio dos diretores distritais, que levantam com os presidentes de CDLs de suas regiões as ações necessárias para o desenvolvimento sustentável das cidades”, explica.

Em Chapecó, cerca de 50 presidentes de CDLs do Oeste e Extremo Oeste, diretores distritais, o vice-presidente de Serviços da Federação, Mauro Finco, deputados, como o ex-presidente da Assembleia, Gelson Merísio, e chefes de executivo trataram da aduana Brasil/Argentina – corredor do milho, emenda impositiva da BR-282, conservação da SC-155, liberação de alvará pelo Corpo de Bombeiros e feiras itinerantes.

O prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, representando a região de abrangência da Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, apresentou juntamente com o diretor distrital da Federação (1º Distrito), Edenilson Zanardi, a mobilização para a liberação de transporte e imigração pela ponte sobre o Rio Peperi-Guaçu, em Paraíso, que liga Santa Catarina a San Pedro, na Argentina. A rota é um trecho importante do corredor de milho, que atenderá Santa Catarina, Argentina e Paraguai.

O corredor facilitará o transporte de cargas de milho, já que a Argentina abastece as cadeias produtivas de suínos e aves em Santa Catarina. Por ano, a agroindústria catarinense traz cerca de 3,5 milhões de toneladas de milho de outras regiões, principalmente do Centro-Oeste brasileiro. “Sabemos que quando passa dos 500 quilômetros, o transporte do milho se torna inviável pelo custo. Com a aduana em Paraíso, o Extremo Oeste, Oeste e até o Meio Oeste se beneficiam com a distância encurtada e o frete com custo reduzido”, explica Trevisan.

Por outro lado, o Estado vende carne suína e de frango para o país vizinho. Só em 2016, a Argentina comprou nove mil toneladas da carne suína catarinense, o que representa US$ 25 milhões de faturamento.

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