Interiorização do gás natural marca o ano de 2016 para SCGás

Projeto de ampliação de rede de distribuição teve 38 km de extensão, com atendimento aos municípios de Ibirama, Lontras e Rio do Sul

O ano de 2016 marcou avanços em várias áreas relacionadas com o atendimento de gás natural em Santa Catarina. Na SCGás, além do investimento direto, com o atendimento de novos clientes e cidades, foram realizadas várias ações com impacto de médio e longo prazo. Entre elas estão a interiorização do gás, a assinatura do maior contrato para ligação de clientes, a redução tarifária e os diversos avanços regulatórios que serão colocados em prática a partir de 2017.

Com foco na interiorização, foi finalizada a terceira fase do Projeto Serra Catarinense, um dos maiores projetos de ampliação de rede de distribuição de gás natural em andamento no Brasil. Nessa etapa, que teve 38 km de extensão, houve o atendimento aos municípios de Ibirama, Lontras e Rio do Sul. Restam mais três etapas para o gás chegar a Lages, destino final deste projeto.

A SCGás também licitou o maior contrato de saturação da sua história, com investimento de R$ 8,5 milhões e ligação de 42 novos clientes nos próximos dois anos em regiões onde já há rede de distribuição de gás natural. Parte do investimento pode ser percebido no atendimento social desse ano, em que houve a ligação de onze indústrias, 15 comércios, 1.874 unidades residenciais e três postos de combustível, atendendo a frota emplacada de 91 mil veículos em Santa Catarina.

Outra ação importante foi a redução tarifária do gás para todos os segmentos, sendo 17,1% para o industrial, 17,8% no automotivo, 11,7% para o comercial e 9,2% no residencial. Essa redução ocorreu na direção contrária da tendência do mercado – que aumentou os preços ao longo de 2016 – aliviando os custos para a indústria e sociedade em geral. A ação, que aumentou a competitividade e atividade econômica catarinense, foi elogiada por representantes da Fiesc e diversas associações econômicas.

Com a nova tarifa, Santa Catarina tornou-se o estado com a tarifa industrial mais baixa do país. Para as indústrias de baixo consumo, como 100 m³ por dia, o preço cobrado no estado é R$ 0,13 mais barato por m³ em comparação à segunda menor tarifa do Brasil, o que equivale a 10% de vantagem. Quando comparado ao polo de Santa Gertrudes em São Paulo, concorrente nacional das nossas indústrias cerâmicas, as empresas catarinenses pagam de R$ 0,02 a R$ 0,17 menos por cada m³ quando consomem mais de 140 mil m³ por dia.

E a partir de 2017 a tarifa de gás natural no estado começará a ser reajustada com o mecanismo da conta gráfica. A ferramenta, em operação desde dezembro deste ano, realiza reajustes semestrais na tarifa com a atualização automática do custo do gás e variação cambial. Com isso, há mais previsibilidade nos aumentos e quedas da tarifa, permitindo que os clientes e a distribuidora possam realizar seu planejamento com antecedência. A ferramenta já opera há anos em São Paulo, estado referência no âmbito regulatório do serviço de distribuição do gás natural.

Houveram ainda mais alguns avanços na regulação estadual do gás em 2016. Uma delas foi a aprovação e a definição da tarifa do gás natural para o segmento termoelétrico. Dessa forma, já é possível apresentar propostas para instalar usinas térmicas movidas a gás natural em Santa Catarina, o que ampliaria a segurança energética no estado e poderia, inclusive, reduzir o preço da energia elétrica por conta do crescimento da oferta e pela geração com menor custo de produção.

Outro segmento criado foi o de Geração Distribuída, que inclui os serviços de cogeração e geração de energia elétrica na ponta (realizada pelos próximos consumidores). A aprovação também definiu a estrutura tarifária do segmento, permitindo o atendimento aos primeiros clientes assim que a Companhia for solicitada. O novo segmento é uma alternativa ao setor energético que proporciona mais segurança, qualidade, estabilidade e tem tarifa de 40% a 60% menor que a energia elétrica, oferecendo condições para viabilizar a operação de uma planta de cogeração a gás.

Também foi aberta a consulta pública para a criação do segmento de redes isoladas de gás natural. A consulta segue até 17 de janeiro, com a previsão de que o segmento e estrutura tarifária para o setor sejam aprovados no primeiro semestre de 2017. O modelo permitirá que o gás seja levado por caminhões e injetado na rede interna do município, antecipando o atendimento aos clientes que estão distantes do gasoduto – como Lages, que será a primeira cidade a operar neste modal no estado.

Para implementar esse modelo em Santa Catarina, foram realizadas duas missões à Portugal durante o ano. O presidente Cósme Polêse e o engenheiro Willian Lehmkuhl realizaram visitas técnicas a várias empresas, conheceram o modelo de atendimento nas diferentes regiões de Portugal – que possui área semelhante à de Santa Catarina – e firmaram protocolos para estudar a viabilidade do Gás Natural Liquefeito (GNL) no estado.

No setor de varejo, o estado chegou a marca de 10 mil residências abastecidas com o gás natural nas regiões Norte, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Sul. Além disso, 2016 foi o ano com o maior número de ligações, sendo cerca de 1,8 mil novas residências atendidas. Destaque para o município de Criciúma, que teve 11 novos condomínios ligados e está próximo de alcançar a marca de 6 mil residências atendidas com o gás natural.

Nesse sentido, há benefícios para além de quem utiliza diretamente o insumo, já que a utilização do gás natural residencial auxilia a mobilidade urbana por ter abastecimento contínuo, sem necessidade de estoque ou reabastecimento através de caminhões, retirando esses veículos das ruas e dos acostamentos – algo que muitas vezes atrapalha o fluxo do trânsito. Além disso, o gás natural oferece mais segurança por ser mais leve que o ar e dissipar-se rapidamente no caso de vazamentos.

Com os números de 2016 a SCGás já distribuiu 8,5 bilhões de metros cúbicos de gás natural e concluiu 1.115 quilômetros de rede de gás natural desde o início de sua operação, no ano 2000. Os números mantêm a Companhia como a segunda maior distribuidora nacional de gás canalizado em número de municípios atendidos, e Santa Catarina como o terceiro estado com maior rede de distribuição de gás, terceiro estado em número de indústrias atendidas com gás natural e a terceira maior rede de postos com GNV do país.

Existe ainda a perspectiva de crescimento do mercado de gás no estado em 2017 por conta do programa Gás Para Crescer, iniciativa do Ministério de Minas e Energia em conjunto com vários agentes do mercado. Além da atração de investimentos, as principais premissas do projeto incluem aumento da competição, diversidade de agentes, transparência no acesso à informação, respeito aos contratos e adoção de boas práticas internacionais. As primeiras ações devem ser realizadas a partir do próximo ano.

“Apesar das dificuldades ocasionadas pela crise econômica nacional, acredito que conseguimos avançar em nossa missão de atender a sociedade catarinense. Expandimos a rede, diminuímos a tarifa e criamos novos segmentos de mercado, que devem começar a impactar a matriz energética estadual nos próximos anos. Ainda estamos longe de conseguirmos atender todo o território estadual, mas realizar a efetiva interiorização do gás é o que nos motiva a continuar trabalhando para levar desenvolvimento socioeconômico à sociedade catarinense com uma energia nova, limpa e eficiente”, finaliza o presidente da SCGás, Cósme Polêse.

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