Inquérito conclui caso de adolescente assassinada em Balneário Camboriú

Segundo a DIC pai do bebê que a vítima esperava é o autor do crime e esposa dele foi a mandante

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú divulgou na manhã desta terça-feira (31) que o inquérito do caso Mirian chegou ao fim. A adolescente Mirian Vanessa da Silva, de 15 anos, desapareceu no dia 3 de julho de 2016 deixando apenas como vestígio a informação de que iria se mudar com o namorado para outra cidade.

Para o delegado Osnei Valdir de Oliveira não restam dúvidas quanto ao homicídio da jovem e de quem são os responsáveis pelo crime: o casal José Augusto Correa, de 21 anos, e Carolaine de Moraes Alves, 19. Ambos estão presos desde dezembro. Ele no Complexo Penitenciário da Canhanduba, e ela no Presídio Feminino de Itajaí. A dupla vai responder pelos crimes de homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver.

Na época Mirian estava grávida de três para quatro meses, quando o namorado José Augusto teria combinado fugir com ela. Já a esposa dele, Carolaine, com quem também tem um filho, desde que descobrira a traição passou a ameaçar Mirian.

Embora os acusados neguem o crime, as provas apontam para ambos. Após o desaparecimento, José ainda fez contato com a mãe da vitima se passando por outra pessoa e afirmando que estaria com a jovem em Blumenau. A quebra do sigilo telefônico mostrou que a ligação partiu do local de trabalho dele.

No carro de José também foram encontrados vestígios de material biológico que reagiu com luminol – substância usada para identificar resquícios de sangue – e estão em análise para concluir se é o mesmo da vítima. Oliveira explica que se acredita que a causa da morte tenha sido estrangulamento, mas que tenha havido uma briga ainda dentro do veículo.

Após o crime, José teria colidido o veículo e substituiu algumas peças. Também faltou ao trabalho no dia 3 e na manhã do dia 4 de julho. Com a prisão deles, fica descartado um suposto envolvimento do pai da vítima em seu desaparecimento. Embora, ele siga preso devido ao crime de abuso sexual contra a filha, bem como o padrasto também acusado de violentá-la segue foragido.

Com a prisão provisória do casal, as investigações seguem apenas para que seja localizado o corpo e a família possa oferecer um enterro à Mirian. A pena mínima prevista é de 19 anos, sendo que Carolaine responde como mandante do crime e nenhum deles possuía passagem policial anteriormente.


Acusados: José Augusto Correa e Carolaine de Moraes Alves


Mirian Vanessa da Silva

Foto: Adriano Assis/Linha Popular
Fonte : Linha Popular

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