Inadimplência cresce 2,42% em janeiro e atinge 62,08 milhões de brasileiros

Segundo uma pesquisa nacional realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) a inadimplência dos brasileiros cresceu 2,42% em janeiro, na comparação com dezembro de 2018. Com a alta, o número de negativados no país subiu para 62,08 milhões no último mês. Entre as principais dívidas, estão os débitos com bancos (alta de 2% em janeiro), água e luz (+14%), e comércio e comunicação (-7%).
 
Os 62,08 milhões equivalem a 40% da população adulta do país. A maioria, 26,5 milhões, está na região Sudeste. Em seguida, vem a região Nordeste, com 16,7 milhões. Depois o Sul, com 8,3 milhões; o Norte, com 5,6 milhões; e o Centro-Oeste, com 5 milhões.
 
Apesar de ser a terceira região em números absolutos, o Sul tem a menor percentagem de inadimplentes: 36%. A maior proporção foi registrada no Norte, com 46% de endividados. O Nordeste tem 41%; O Sudeste, 40%; e o Centro-Oeste, 38,1%.
 
“O problema da inadimplência, que cresceu muito nos anos mais recentes, ainda está longe de resolvido. Mas já se observa uma tendência de acomodação, que pode ser um prenúncio de melhora na capacidade de pagamento das famílias. Este cenário só deve mudar quando a retomada da economia for percebida de fato pelos consumidores, ou seja, com a criação de novos empregos e o aumento renda”, diz o presidente da CNDL, José Cesar da Costa
 
Quanto à estimativa por faixa etária, a maior frequência de negativados continua entre os que têm idade de 30 e 39 anos. Em janeiro, mais da metade da população nesta faixa etária (51%) estava com o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,6 milhões. 
 
Outro destaque é a proporção significativa de inadimplentes com idade de 25 e 29 anos (44%), da mesma forma que acontece na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, em que a proporção é de 33%. Já entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 17%.
 
“Não é baixo o número de consumidores que, depois de sair do cadastro de negativados, acaba retornando. Isso ocorre porque, em muitos casos, a inadimplência tem origem no mau uso do crédito e da falta de controle das próprias finanças. Nesses casos, é fundamental que haja disciplina para fazer a gestão dos ganhos e dos gastos, além de se reconhecer os limites do próprio orçamento”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

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