HEM Alerta – Surto de Impetigo pode estar relacionado ao vírus de um tipo de varicela

Segundo a  Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE), pode haver um vírus parecido com o da varicela neste surto”, diz o infectologista do  Hospital e Maternidade de Brusque – HEM¨

Há quase um mês que Brusque vem registrando casos de impetigo, uma doença de pele, contagiosa. Inicialmente a doença foi identificada em uma escola da rede pública municipal; depois alastrou-se por outros educandários, o que fez com que as aulas de toda a rede municipal de ensino de Brusque fossem suspensas para que seja feita limpeza, higienização e desinfecção das escolas.
De acordo com a secretária de Saúde do município, a bactéria já atingiu cerca de 300 pessoas, entre adultos e crianças.
De acordo com o dr. Ricardo Freitas, médico infectologista do Hospital e Maternidade de Brusque – HEM, o impetigo é uma doença bacteriana que acomete a pele; sua transmissão acontece através de contato direto. A doença incide principalmente nas crianças.
“Podemos considerar surto se, em um ambiente confinado, tivermos três ou quatro casos. Ambiente confinado pode ser escola, creche, casa, escritório, etc”, explica o médico.
Segundo o médico, a doença pode acontecer tanto no verão quanto no inverno. “No inverno a incidência da doença é devido ao confinamento, e no verão pela maior exposição da pele (corpo) ao meio ambiente, ao terreno que pode ser ou não insalubre, sujo”, destaca o especialista acrescentando “o impetigo e sua transmissão são causadas por uma deficiência na higiene corporal, no entanto, o que está em dúvida neste momento (no caso deste surto no Estado) é se é apenas a bactéria ou se tem algum vírus envolvido nessa história. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, pode haver um vírus parecido com o da varicela neste surto. Aí não é só a questão de higiene, entra o contágio de pessoa infectada para pessoa sã”.
A nota da Diretoria de Vigilância Epiemiológica do Estado – DIVE, datada de 21 de abril passado diz o seguinte: ‘As informações preliminares obtidas junto aos municípios, sobretudo a respeito da forma de propagação com características sugestivas de pessoa a pessoa, além da avaliação clínica dos casos, sugerem a hipótese do evento se tratar de uma doença de transmissão respiratória e/ou contato. Nesse contexto, as hipóteses diagnósticas iniciais têm convergido não para um surto de impetigo, mas sim para surtos de varicela (catapora) atípicos com infecção secundária das lesões (impetiginização)’.
A prevenção é detectar a pessoa doente de forma precoce e afastá-la do ambiente (creche, escola, trabalho, etc). No entanto, a boa higiene corporal e a lavagem de mãos é a melhor forma de prevenção não só do impetigo mas de inúmeras outras doenças. O tratamento é afastar a pessoa do local, antibióticoterapia por em média 7 dias.
A situação em Brusque, a princípio, está dentro das estatísticas estaduais. “Tivemos alguns casos  aqui na cidade onde a Vigilância Epidemiológica local optou por fechar todas as escolas municipais para que fosse feita uma desinfecção completa. Essa interdição começou dia 12 e vai até o dia 16 de maio. As aulas só recomeçarão no dia 17.
Surto de impetigo no Estado – Em 15 de abril, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) foi notificada da ocorrência de lesões de pele em escolares do município de Imaruí. Em torno de 16 crianças de uma mesma escola apresentavam lesões cutâneas compatíveis com impetigo, que é uma infecção da pele causada por bactérias como o Staphylococcus aureus e também Streptococcuspyogenes, podendo apresentar lesões avermelhadas, vesiculares, pustolosas, crostosas ou até bolhosas. O impetigo costuma aparecer secundariamente a ferimentos mal higienizados, sendo que acomete principalmente crianças pequenas pois estas têm dificuldade de seguir as recomendações que reduzem o risco de infecção nas feridas de pele (higiene constante das mãos e das feridas, evitar a coçar a lesão, manter unhas curtas e limpas). Embora a transmissão das bactérias causadoras do impetigo ocorra através do contato, o impetigo não costuma levar a surtos ou epidemias, tendo em vista a sua fisiopatogenia (tais bactérias já são colonizantes da pele, são oportunistas que aparecem secundariamente a ferimentos e outras lesões). Entre os dias 18 a 20 de abril, os municípios de Itaiópolis, Palhoça, Brusque e Taió também informaram a ocorrência de aglomerados de crianças com lesões de pele compatíveis com impetigo em escolas e creches. A DIVE iniciou uma investigação, por meio de suas unidades descentralizadas de vigilância epidemiológica com sede nas respectivas Gerências Regionais de Saúde. (Informações do site da DIVE).
As amostras coletadas em diversas cidades do Estado foram encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, sem previsão de resposta até o momento. (Comunicação HEM)

                                               
                                                   Dr. Ricardo – Crédito Comunicação HEM

                                     Tratamento do impetigo é feito através de antibióticoterapia      

                                     O impetigo costuma aparecer secundariamente a ferimentos mal higienizados

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