Grupo de Apoio ao Comitê Consultivo da Internet realiza combate pioneiro às fake news nas Eleições 2018

Durante as Eleições 2018, o TRE-SC foi pioneiro no combate às fake news. No segundo turno, foi criado o Grupo de Apoio ao Comitê Consultivo da Internet, para produzir conteúdo explicativo a fim de desmentir notícias falsas.

O grupo de apoio atuou estrategicamente para maximizar a quantidade de atendimentos e reduzir o tempo de resposta às fake news, uma vez estas possuem alto poder de disseminação em um curto espaço de tempo. As ações foram empreendidas após o recebimento e análise dos conteúdos, assim como o monitoramento de grupos de WhatsApp, buscando identificar fontes de fake news e eventuais discursos favoráveis à desestabilização do processo eleitoral.

Foram produzidas 30 respostas no formato Fake/Fato, com imagem acompanhada de texto explicativo e links referenciando explicações já esclarecidas anteriormente. Todo o material produzido foi divulgado simultaneamente pelos canais oficiais do TRE-SC no Facebook, Instagram e Twitter, bem como nos grupos institucionais de WhatsApp, além da página específica no site do Tribunal.

A estratégia de atuação adotada contemplou a distinção entre as notícias divulgadas em: fake news que demandavam esclarecimento; as que demandavam contestação; e as que necessitavam de medidas investigativas e judiciais.

O monitoramento de grupos de WhatsApp motivou o pedido de suspensão temporária de 17 grupos e a solicitação de proibição de novos compartilhamentos de 12 mensagens. No Facebook, houve a solicitação de não compartilhamento e retirada de 8 posts e perfis. No YouTube, foi solicitada a exclusão de 30 vídeos e/ou perfis da plataforma. Também foi sugerida a remoção completa do conteúdo de 2 sites que promoviam denúncias de fraudes eleitorais sem comprovação.

O Comitê é presidido pelo juiz do Pleno do TRE, Antonio Fernando Schenkel do Amaral e Silva. Já o Grupo de Apoio foi coordenado pela secretária de controle interno e auditoria do TRE, Denise Schlickmann. “O processo de trabalho foi centrado em duas características essenciais: amplitude no monitoramento das informações falsas e agilidade nos mecanismos de resposta – fossem eles de produção de esclarecimento imediato ou de encaminhamento para adoção de medidas judiciais. Estas duas características marcaram o êxito dos trabalhos”, destaca a coordenadora.

Também fizeram parte do Grupo o policial civil e membro do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça, Ivan Castilho, e os servidores Ayrton Teixeira, Guilherme Delbem e Juliana Both.

Com base no trabalho desenvolvido em Santa Catarina, o Tribunal Superior Eleitoral também constituiu um grupo com a mesma finalidade. As ações realizadas pelos grupos e comitês mostram a preocupação da Justiça Eleitoral em garantir uma eleição democrática, segura e transparente.

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