Grávida com morte cerebral é mantida viva para dar à luz

Há pouco mais de um mês, uma família de Mato Grosso do Sul se divide entre a dor da morte e a esperança de uma nova vida após a jovem Renata Souza Sodré, 22 anos, ter morte cerebral na 18ª semana de gestação. Desde o dia 30 de janeiro, a grávida é mantida viva na Santa Casa de Campo Grande. Ela teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no dia 27 de janeiro e o diagnóstico de morte cerebral foi dado pelos médicos três dias depois.

Apesar dos riscos, a família decidiu manter a gestação para realizar o sonho de Renata de ter o primeiro filho, segundo a mãe Adriana de Souza Avalos.

“A gente sabe de todos os riscos, [os médicos] deixaram a gente ciente de que o bebê pode não nascer, pode nascer com sequelas, mas isso para nós não importa, o importante é a vida que ela tanto queria, era o sonho dela. Ela estava muito feliz porque os sonhos estavam se realizando tudo de uma vez”, disse emocionada a avó de Yago, nome escolhido por Renata antes mesmo de saber o sexo do bebê.

A família de Renata diz que o objetivo dos médicos é manter a gravidez até a 28ª semana. A mãe da gestante conta que ela foi socorrida depois de bater a cabeça em casa.

“Ela chegou do serviço na minha casa, eu não estava lá, mas estava minha outra guria e minha sobrinha, e brincou com a minha neta e depois ela colocou minha neta num colchãozinho no chão e gritou disse que tinha batido a cabeça muito forte”, lembrou Adriana.

Em seguida, Renata teve vômitos e foi socorrida pela família até um posto de saúde da capital sul-mato-grossense, onde foi entubada e transferida para a Santa Casa.

 

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