Gasto com presentes do Dia das Crianças deve crescer 4,6% em Santa Catarina

Uma pesquisa realizada nas sete principais cidades de Santa Catarina apontou que o gasto com presentes no Dia das Crianças deve ser 4,6% maior do que em 2017. Segundo o estudo, o consumidor deve desembolsar, em média, R$ 189,28, contra R$ 180,92 do ano passado.

O cenário econômico interfere na percepção das famílias: 38,1% apontaram que a situação financeira permanece igual ao ano passado, 33,4% declararam estar melhor e 28,4% pior. Por isso, a maioria dos consumidores (76,8%) pretende fazer pesquisa de preços para garantir o melhor custo/benefício. Além disso, 74,6% afirmaram que não vão levar as crianças para o momento da compra.

Entre as sete cidades pesquisadas, o gasto mais alto deve ser em Blumenau (R$ 242,91) e o mais baixo em Chapecó (R$ 150,44). Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC).

Os brinquedos (51,1%) lideram a lista de presentes, bem à frente do segmento de roupas (31,2%) e calçados (5,4%). O principal destino das compras, assim como nas outras datas comemorativas, deve ser o comércio de rua (78,8%). Os shoppings também são opção para 12,5% dos catarinenses.

Na hora de escolher o presente, o catarinense leva em consideração preço (37%), atendimento (24%) e promoção (22%). O comportamento de consumo varia entre as cidades: em Joinville o preço (92%) será determinante, já em Chapecó as promoções (41%) devem ser o maior atrativo, enquanto em Itajaí é o atendimento (38%) que garante a compra.

Quase 80% pretende garantir o presente à vista, com destaque para o pagamento em dinheiro (64,9%). O parcelamento no cartão de crédito em Florianópolis (23,6%), Lages (23,6%), Itajaí (23,7%) deve ser maior do que a média estadual (15%).

Segundo o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, a expectativa é positiva para a última data comemorativa de grande porte antes do Natal, mas alerta os empresários que os consumidores estão mais rigorosos com o orçamento. “O nível de consumo ainda está reagindo em SC, mas o mercado de trabalho começou a se recuperar lentamente, o que impacta na renda das famílias. O panorama de incertezas com o quadro eleitoral também influencia nos gastos, porque o comércio é um termômetro do humor dos consumidores”, explica.

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