FATO OU BOATO, O QUE IMPORTA É QUE SEJA ANALISADO

 Os fatos não devem ser maximizados, mas também não devem ser minimizados.

Em uma situação onde muitas pessoas estão ansiosas por informação e preocupadas com o que pode acontecer em relação ao aumento das águas no rio Itajaí-mirim, a imprensa, mais do que ninguém, precisa ser objetiva ao passar os fatos.
Quanto a preocupação com algumas fissuras na pavimentação asfáltica na cabeceira da Ponte do Trabalhador sentido Otto Renaux/Santa Rita, é normal que devido a preocupação de algumas pessoas e a agilidade da informação pela internet cause certos desencontros na informação.
Tratar o fato das fissuras no asfalto como boato, podemos dizer que é minimizar os fatos. As fissuras existem, algumas são mais recentes do que a maioria delas, mas estão lá, existem e aparentemente não oferecem nenhum dano estrutural  para ponte.
Nossa equipe de reportagem esteve no local e a impressão que tivemos, baseado em experiências de coberturas jornalísticas sobre quedas de cabeceiras de pontes, onde ouvimos naquela situação engenheiros e especialistas em pontes,  tivemos o cuidado de avaliar, mesmo que não sendo perito no assunto, as laterais dos passeios públicos, espaço de terra ao lado da via. Estes espaços não demonstravam nenhum tipo de movimentação do solo, como rachaduras, falhas, fissuras ou deslizamentos.
Aos olhos de quem está extremamente preocupado, passando pelo local vê alguma fissura pensa que pode ser um dano estrutural da ponte, mas até o momento nada deste tipo foi confirmado. Sendo inclusive descartado pela análise de um engenheiro da prefeitura municipal de Brusque.
Pensar que a ponte poderá cair por conta daquelas fissuras é prematuro fazer esta análise e também irresponsável, mas tratar o fato como um boato me parece irresponsabilidade também.

O trânsito deve ser liberado assim que a análise do engenheiro for repassada para a equipe da Defesa Civil, informando que não há risco de trafegabilidade sobre a Ponte do Trabalhador.

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