Dona Ivonete mantém tradição familiar

– Ô, Papai Noel, joga uma bala pra mim!

Crianças e adultos acompanham a passagem da “caravana do Papai Noel” idealizado pelo pai de dona Ivonete …………… Há 24 anos, ela mantém a tradição familiar com a ajuda dos filhos, noras e netos, e da boa-vontade de vizinhos, empresários e colaboradores que contribuem para alegrar um pouco mais as festas de fim de ano na comunidade de ……………, em Brusque.

“Meu pai começou esta tradição”, contou dona Ivonete. “Meu pai se fantasiava de Pelzinckel, de um modo bem simples, sem estas máscaras e enfeites que usam hoje em dia. Ele fazia a máscara de papel escuro, riscada de carvão, e saía distribuindo balas pra alegrar o Natal das crianças”. Foi a inspiração que ela teve para seguir adiante, mesmo depois da morte do pai, mesmo depois da morte do marido, que a deixou aos 37 anos, vítima de acidente.

No primeiro ano que continuou a tradição do pai, ela distribuiu 15 quilos de balas. O tempo foi passando, os colaboradores espontâneos aparecendo, e equipe encorpando… No ano passado, foram distribuídos 800 quilos de balas pela caravana do Papai Noel e da Mamãe Noel, uma caravana formada por automóveis, caminhonetes e caminhões que partem da casa de dona Ivonete por volta das 15 horas, percorrendo todos os bairros, retornando às 20h30 ao ponto de partida, onde há uma confraternização aberta à comunidade.

No retorno, além das balas, foram distribuídos 1.200 cachorros-quentes. Também vêm gaiteiros, violeiros… Em 2016, 38 veículos acompanharam Papai Noel neste percurso. Um dia de festa que atravessa a noite. Esta festa, segundo dona Ivonete, “só faz sentido para quem tem o Natal no coração. Natal não é um dia que nem o die hoje. Se gostas de comemorar teu aniversário, por que não vamos comemorar o aniversário do Menino Jesus?”.

Na confraternização, na casa de dona Ivonete, não tem só bala e cachorro-quente. Tem oração, é cantada a “Noite Feliz”, são feitos agradecimentos e uma bela homenagem pela chegada do Natal. “Meus filhos, noras e netos também gostam disso”, afirma dona Ivonete, que espera que eles deem continuidade a este evento, mesmo quando ela não estiver mais entre nós.

A motivação para esta distribuição de alegria – com a ajuda de uma equipe de 10 a 15 voluntários –, dona Ivonete encontrou nas dificuldades que a vida trouxe: cirurgias, perdas de pessoas queridas… Tudo foi superado pelo amor que recebe da família e dos amigos. Se diz agradecida a Deus por todas as conquistas em sua vida, e não deixa de atender a quem a procura para receber os benzimentos que aprendeu a fazer. “Dá pena dizer não para alguém”, justificou. Pois esta é uma de suas missões, também.

Sonhos? Sim, ela tem: “Ver minha família bem, ao meu redor, me dando amor e carinho. Eu me sinto muito realizada por isso, tenho muitas amizades. Nem médico me trata como paciente, me trata com amor e carinho, como seu eu fosse da família. Acho que não tenho mais nada pra pedir, só pra agradecer. O bem é o tesouro mais lindo que se pode dar”. Porque o Papai Noel é de todos nós!

 

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