Doação de sangue: uma forma de doar a vida

No dia 14/6 é comemorado Dia Mundial do Doador de Sangue. Pelo terceiro ano a campanha do MPSC “Você é o tipo de alguém” incentiva a doação de sangue por parte dos servidores e membros da Instituição.

Faz um pouco mais de 40 dias que o Luis Fernando Hemb Saar, Analista em Contabilidade do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi até o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) fazer o que ele chama de “doar a vida”. Essa foi sua visita mais recente ao Centro, que frequenta há 10 anos como um doador regular. Com mais de 30 doações contabilizadas, já pode ter salvado até 120 vidas. “É um gesto de amor e carinho que muita gente precisa para sobreviver”, diz.

A vontade de doar surgiu quando percebeu que poucas pessoas o faziam. Há uma década, a doação de sangue não era algo tão frequente e comum quanto é hoje. “Doar virou um hábito, quase uma obrigação para mim”, ressalta Luis. Ele doa sangue em torno de 3 a 4 vezes no ano, que é o limite permitido para homens.

O servidor faz parte do pequeno percentual de 1,6% da população que doa sangue no país. O número ainda é baixo, mas, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é referência em doação de sangue se comparado com outros países da América Latina, por exemplo. No país, há cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano.

A próxima sexta-feira (14/6) é o momento para homenagear todos os doadores e conscientizar a população sobre a importância desse ato, visando aumentar cada vez mais as doações e, consequentemente, as estatísticas. O Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2014. A data é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh, um sistema de grupos sanguíneos que indica se o sangue é positivo ou negativo, e as diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

Doar é um ato 100% voluntário e beneficia qualquer pessoa que necessite do sangue, um tecido essencial para os atendimentos de urgência, cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças como hemofilia, leucemia e anemias, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão. Apenas um ato de solidariedade pode ajudar até quatro pessoas. Vá até o hemocentro mais próximo e torne-se um doador regular!

MPSC incentiva a doação de sangue

Em 2017, o MPSC se tornou parceiro do HEMOSC, aderindo ao projeto Empresa Solidária. O objetivo é incentivar a doação de sangue para salvar vidas, além de aumentar o número de doações por meio da conscientização de empresas e instituições que podem despertar em seus funcionários a vontade de se tornarem doadores regulares.

A campanha “Você é o tipo de alguém”, do MPSC, convida membros, servidores e estagiários a ajudarem na manutenção dos estoques do HEMOSC. Não importa etnia, gênero ou nível de instrução; todas as pessoas são doadoras potenciais. Entre 2016 e 2018, o número de doadores da Instituição chegou a 41 pessoas.

Seja um doador

No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde, sem feridas ou machucados no corpo. O candidato deve ter repousado bem na noite antes da doação e não deve ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, além de não estar de jejum, fazendo refeições leves e não gordurosas.

No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto, emitido por órgão oficial: RG, carteira profissional, carteira de motorista etc. A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Após a doação, o candidato não pode fumar por no mínimo duas horas e deve permanecer no serviço hemoterápico por 15 minutos. Também é recomendado evitar a prática de exercícios físicos, atividades perigosas ou dobrar o braço em que foi realizada a punção no dia da doação, a fim de não ter sangramentos e hematomas. Além disso, o indicado é retirar o curativo somente quatro horas depois da doação.


 

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

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