Dez presos e dois adolescentes apreendidos na Operação Leviatã em Tijucas

A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Tijucas e em conjunto com a Polícia Militar, deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a Operação Leviatã, que resultou na prisão de dez suspeitos, apreensão de dois adolescentes e de pequena quantidade de maconha. A investigação apura a prática de tráfico de drogas e organização criminosa na cidade de Tijucas, especialmente no loteamento Jardim Progresso, conhecido como “Sem Terra”.

Com mais de 100 policiais nas ruas desde as primeiras horas da manhã, participaram da operação policiais civis das Delegacias Regionais de Balneário Camboriú, Itajaí, São José, Brusque, Blumenau e Joinville, e policiais militares do Batalhão de Balneário Camboriú e região, BOPE e Canil Central.
Foram cumpridos dez mandados de prisão, quatro de apreensão de adolescentes e 20 mandados de busca e apreensão, tendo como alvo principal uma mulher – ex-candidata a vereadora – e que controlava o tráfico de drogas na região. Ela também é acusada de comandar e ordenar ataques a órgãos públicos e agentes de segurança. “Existem provas robustas do seu envolvimento nessa onda de ataques e também de intimidação e coação a moradores da região”, relata o delegado regional da Balneário Camboriú, David de Souza.

A investigação desenvolvida há mais de quatro meses identificou indícios de autoria e prova da materialidade de que os investigados compõem organização criminosa de âmbito estadual, com estrutura ordenada para o tráfico de drogas. Destaca-se a posição de liderança de mulheres, que assumiram o papel no tráfico de drogas de cônjuges que hoje estão presos, cooptando adolescentes para o crime.

A organização criminosa agia como um estado paralelo no bairro, colocando terror na comunidade, praticando crimes graves na região, expulsando e ameaçando moradores, realizando atentados com disparo de arma de fogo, crimes patrimoniais e crimes contra a vida.

“Leviatã” é a principal obra do filósofo Thomas Hobbes (1651), que defendia a existência de um contrato social e que o caos ou a guerra civil – situações identificadas como um estado de natureza – só poderia ser evitado por um governo forte. Desta forma, com a retomada do controle na área, planejam-se ações para uma maior presença do poder público e de políticas públicas que fortaleçam a comunidade e desconstitua o tráfico de drogas.

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