Decifrando o Economês : “O Tripé Macroeconômico”

Em uma entrevista ao pré-candidato à presidência do Brasil, Deputado Jair Bolsonaro, uma das questões que lhe foi direcionada era sobre o “Tripé Macroeconômico” Brasileiro. E ele retrucou que não era economista para poder responder.

Então eleitores e leitores, como essa coluna foi criada para, como diz o nome dela, “Decifrando o Economês.”, vamos então, conceituar o tema começando com um pequeno conceito sobre Macroeconomia.

Macroeconomia: é uma área de estudo das Ciências Econômicas, responsável por analisar fatores do sistema econômico de determinada região ou país. A análise feita pela macroeconomia é global, desconsiderado as particularidades ou os comportamentos individuais. O prefixo grego macro é relativo a tudo o que é grande, largo e amplo. Os principais objetivos dos estudos macroeconômicos são: o desenvolvimento do crescimento econômico, a geração de empregos, a redução da inflação, a construção de um comércio internacional vantajoso e a estabilização dos preços. Entre os pontos que são estudados pela macroeconomia está a renda e produtos produzidos por um território (Produto Interno Bruto – PIB), assim como os níveis de preços, emprego e desemprego, a taxa de câmbio e juros, a moeda, entre outros fatores.

E a expressão “Tripé” significa três coisas que seguram, sustentam ou fazem andar as questões Macroeconômica.

O Tripé Macroeconômico, que, apesar de controvérsias, guia a política econômica no Brasil até hoje.

Vamos tentar explicar em termos menos técnicos. Quando desvaloriza o câmbio, os preços na Economia Brasileira são mexidos. Então, sobe o combustível, os remédios, o pão o valor dos transportes, entre outros. Se há aumento de preços, mexe nos índices de inflação. Teoricamente, no curto prazo, umas das saídas, é aumentar a taxa de juros, como primeira alternativa. Isso gera a chamada Inflação de Demanda, já explicada em colunas anteriores, que fala de um período que temos mais renda, do que capacidade de produção. Essa renda também é chamada de demanda agregada, que nada mais é, do que eu tenho no bolso e o dinheiro que tem na praça. Essa manobra fará com que eu desestimule a demanda agregada, aumentando o crédito – taxas de juros, e diminua a demanda global, para equilibrar os preços.

Há, porém, nos tempos de hoje, um erro cometido por economistas no Brasil e acontece nesse governo. A taxa de juros não irá influenciar qualquer decreto do governo aumentando preços ou impostos sobre combustíveis, gás e energia elétrica. Ela não servirá mais como saída ou intencionalidade de controle da inflação. Isso não funciona mais!

Concluindo, O Tripé Macroeconômico, é o nome informalmente dado a três medidas que foram a base da política econômica brasileira desde 1999.

As três são:

1) política de câmbio flutuante

2) metas fiscais

3) metas de inflação

Enfim, o governo vem lutando neste tripé econômico sob diversos pontos de ataque. Acredito que algumas medidas poderiam ser redimensionadas, principalmente as de custeio da máquina pública. Não observo aí, como as fatídicas reformas previdenciárias, trabalhista e tributária, farão muitas mudanças no quadro econômico. Precisamos é aumentar a capacidade produtiva sim, mas sem deixar o trabalhador sem renda ou a mercê de uma desestabilização econômica pessoal, sem crédito e sem recursos para movimentar a economia.

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Professor Arilson Fagundes

Economista e Matemático

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