Decifrando o Economês

O assunto econômico de hoje, será um dos que mais nos deixa preocupados, o Desemprego. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que: “O comércio varejista brasileiro teve o pior ano da sua história em 2016.

O setor bateu recordes de fechamento de lojas, de demissões e de queda nas vendas. Entre aberturas e fechamentos, 108,7 mil lojas formais encerraram as atividades no país no ano passado e 182 mil trabalhadores foram demitidos, descontadas as admissões do período”. Em 2016 também, o número de desempregados no Brasil atingiu um número recorde: mais de 12 milhões de pessoas encerraram o ano sem trabalho. É como se todos os moradores da cidade de São Paulo estivessem na mesma, à espera de uma vaga, uma chance, uma oportunidade, um emprego. Doze milhões de brasileiros estão buscando trabalho no Brasil. A taxa de desocupação no Brasil atingiu exatos 11,9%, a maior desde que o IBGE começou a fazer essa pesquisa, em 2012. Assustador? Sim! Não poderia ser diferente. Primeiramente, vamos entender o que é Desemprego. Segundo as definições dos Economistas, mesmo que nós não saibamos, mas existem vários tipos de “Desempregos”. *Desemprego Natural: o desemprego natural é a taxa para a qual uma economia tende no longo prazo, sendo compatível com o estado de equilíbrio de pleno emprego (Significa que em Economia, à utilização de todos os fatores disponíveis, a preços de equilíbrio. Uma economia em pleno emprego se encontra em equilíbrio) e, com a ausência de inflação. Então vamos entender o seu significado, nessa situação, há um número de trabalhadores sem emprego, mas a oferta (aquilo que é oferecido) e a demanda (o que é procurado) por emprego estão em equilíbrio. *Desemprego estrutural: é uma forma de desemprego natural. Neste caso, existe um desequilíbrio permanente entre a oferta e a procura (de trabalhadores) que não são eliminados pela variação dos salários. Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos, devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho. *Desemprego cíclico, que é igual a Taxa de desemprego observada diminuída da taxa de desemprego natural. O desemprego cíclico está associado às flutuações da atividade econômica, ou seja, do produto interno bruto (PIB), que é a soma das riquezas que um país produz, o PIB, detalharemos como um dos próximos assuntos. * Desemprego Tecnológico: é causado pelas novas tecnologias – como a robótica e a informática. Ele não é resultado de uma crise econômica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. *Desemprego Friccional ou Normal: Ocorre durante o período de tempo em que um ou mais indivíduos se desempregam de um trabalho para procurar outro. Também poderá ocorrer quando se atravessa um período de transição, de um trabalho para outro, dentro da mesma área, como acontece e aconteceu recentemente na construção civil. Você pode me perguntar leitor: “Para que eu preciso conhecer os tipos de desemprego se estou desempregado ou a procura de emprego?” Ledo engano achar que não é necessário saber. Se conhecermos com um pouco dos detalhes, onde o desemprego se dá ou tende a aumentar, mais tempo temos para nos preparar para mudar a nossa procura, para nos capacitarmos e escolhermos por aqueles setores que tendem a ter empregabilidade e que, nos forneçam melhores oportunidades de empregos e salários. Então se você está desempregado, observe como o mercado está empregando e também desempregando. Assim, as chances de recolocação, serão maiores. Até a próxima semana…

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