Corpo de Bernardo Pisetta é sepultado no cemitério de Indaial, no Vale do Itajaí

As camisas do Flamengo e do Cachorrões foram por muito tempo os uniformes preferidos de Bernardo Pisetta para usar debaixo das traves, nos treinos e jogos de futebol. Na manhã deste domingo, elas se tornaram também uma espécie de uniforme, mas desta vez para amigos e familiares que foram se despedir do jovem goleiro de 14 anos que saiu dos campos de Indaial e teve a trajetória interrompida no incêndio no CT do Flamengo, sexta-feira, no Rio de Janeiro.

O corpo de Bernardo chegou ao aeroporto de Navegantes por volta das 20h30min de sábado. O velório começou à meia-noite de domingo, na Câmara de Vereadores de Indaial. O sepultamento ocorreu às 12h15min, no cemitério municipal.

Durante a madrugada e toda a manhã de domingo, longas filas se formaram em frente à Câmara de Vereadores por amigos, familiares e moradores da cidade que foram se despedir do jovem Bernardo. Familiares como o primo Marcelo Lanznaster contam que a família segue devastada e sensibilizada com a perda do filho.

— Tanto dentro quanto fora de campo, a gente conversa com as pessoas e todos só relembram virtudes, coisas boas dele, como jogador e principalmente como pessoa — disse.

De certo modo esse mesmo sentimento se dissemina na cidade, que parou neste domingo para se despedir do talento prodígio. Membros do Cachorrões, da embaixada do Flamengo de Indaial e até alunos de escolinhas de futebol, jovens que tentam trilhar o mesmo caminho de Bernardo nos campos, foram se despedir.

Cerimônia levou cerca de 15 minutos

(Foto: Jean Laurindo / JSC)

O sepultamento ocorreu em uma cerimônia de cerca de 15 minutos e foi acompanhado por centenas de pessoas. Camisas de clubes de futebol e sombrinhas para proteger do forte sol que predominou no domingo em Indaial. Depois de orações, familiares jogaram rosas sobre o caixão do jovem Bernardo e encerraram o sepultamento com fortes aplausos.

Bernardo era o mais novo dos dois filhos do casal Darlei e Leda Pisetta. Ele começou a jogar futebol no campo de uma associação no bairro Tapajós, ao lado da escola em que a mãe trabalhava como professora.

NSC Total

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