Colatto quer o fim do Horário de Verão

O deputado federal Valdir Colatto (PMDB) é autor do projeto de lei que propõe o fim do horário de verão.

Recentemente, foi realizada uma audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados, que discutiu o PL 397/2007, e contou com a presença de defensores da ideia. Para o deputado, as bruscas alterações de horário que ocasionam distúrbios que causam fadiga, dores de cabeça, confusão de raciocínio, irritabilidade, constipação e queda da imunidade são suficientes para justificar o fim do horário de verão. “Se a saúde das pessoas não é importante, o que é? Dizem que economizamos energia, mas de que vale essa economia se estamos perdendo vidas?”, questionou Colatto.
“Os trabalhadores rurais são os que mais relatam as consequências do horário diferenciado. O desconforto que a adoção deste horário acarreta é experimentado por todos que são obrigados a acordar mais cedo, incluindo as crianças”, destacou o deputado. Uma das medidas propostas pelo parlamentar e que pode solucionar o alto consumo de energia é o desenvolvimento de ações permanentes do governo que possam orientar e educar a população brasileira sobre o uso consciente de energia nos horários de ponta, das 18 horas às 21 horas. “Está claro que quem paga a conta dessa medida é o Sistema Único de Saúde (SUS) e a população”, alerta.
Segundo o mestre em energia solar, Alexandre Heringer Lisboa, que esteve presente na audiência: “Não há maneiras de comprovar a economia de energia atribuída ao horário de verão”. Para ele, a economia com a adoção do horário de verão, na ordem de 0,5%, está abaixo da margem de erro. “Além disso, analisando dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), é possível observar que durante o verão, a demanda máxima de energia ocorre no início e meio da tarde, e não no final, para justificar o aproveitamento da luz natural”, destacou. Lisboa acrescentou ainda, como sugestão, que o governo invista num programa de aquecimento solar, como alternativa para a adoção do horário de verão.
Desde 2002 não se fazem mais consultas públicas sobre a adoção do horário de verão. O projeto de lei tramita na Câmara desde 2007, tendo passado por diversas comissões e mesas diretoras. Na última vez em que foi discutido, em agosto de 2015, na Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto foi rejeitado pela comissão por não haver estudos no Brasil que comprovem a ineficiência do horário de verão.

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