Clube Esportivo Paysandú, 98 anos

Já faz alguns anos que o professor Ricardo Engel me propôs uma parceria: escrever um livro sobre a trajetória do Clube Esportivo Paysandú.
E eu aceitei.
Entrevistas, gravações, atas, troféus, documentos diversos, fotos antigas, acervo de ex-jogadores, dirigentes, torcedores, foram acumulando e gerando matéria-prima magnífica para a obra.
O que nos parecia ser um trabalho a curto prazo, fez com que a missão fosse um pouco mais árdua, principalmente para o Ricardo que, além de ser minucioso pesquisador e historiador, é quem faz a parte mais difícil da obra.
Sou apenas um contador de causos engraçados e interessantes, sobre momentos marcantes da história do clube, personagens pitorescos, folclóricos, através das minhas crônicas.
E o tempo foi passando, e hoje temos certeza de que o livro estará nas mãos dos leitores e torcedores do clube mais querido de Brusque, apenas no seu centenário em 2018.
O que não podíamos prever, apesar das sondagens, é que o ano de 2016 terminaria com uma surpresa para os  torcedores, e principalmente pra mim.
Fui eleito presidente do clube para o biênio do centenário.
Há pouco mais de dois anos, Carlos “Kuko” Maluche a cada encontro enfatizava a vontade dele, Graf, Walendosky, pela minha escolha para presidente do Paysandú.
Justificava com a necessidade do clube ter na sua presidência um representante com larga identificação com o clube, e eu como um Appel, família que teve desde o início vários participantes (goleiros, presidentes e jogadores em todas as posições) seria, na avaliação dele, fundamental para a divulgação junto a mídia esportiva de todo o país e para conquistar adeptos colaboradores em todas as classes sociais.
Ao chegar ao Paysandú no ultimo 16 de novembro, para assistir a cerimônia de abertura de um torneio internacional de futebol das categorias de base de dezenas de clubes, fui surpreendido, com os cumprimentos de todos que se aproximavam:
– Parabéns, presidente!
Gui, Jonas, Gerson, Kuko, Ivan pai e filho, os demais membros da atual, enfim todos que me encontravam. E eu respondia:
– Somente eu não estou sabendo, alguém pode me explicar?
Desta forma estranha e engraçada soube que havia sido eleito.
Passo seguinte, divulguei nas redes sociais a eleição e fiquei muito feliz com o retorno. Gente ligada ao futebol, de todos os cantos do país, enviou mensagens de apoio.
Por isso, e com orgulho, vou trabalhar muito, com os meus colegas de diretoria, da imprensa, dos clubes de todo o Brasil, da iniciativa privada, dos torcedores, dos amigos, para celebrar em 2018 o centenário do clube verde e branco de Brusque.
Porque “sempre teremos culto devido, pelas tuas lindas cores”.

Valdir Appel

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