Brusquense Charles Dadam completa Mundial de Ironmann na África do Sul

O atleta da Atribrusque/Extreme Academia/FME, Charles Dadam, participou neste domingo (15) do Ironman África do Sul. Foram 3,8 mil metros de natação, 180 Km de pedalada e 42,2 de corrida feitos na Baía de Mandela, na cidade de Porto Elizabeth. Com o tempo total de 12h25min43seg, Charles ficou em 28° na categoria de 55 a 59 anos.

Ao fim, o brusquense enalteceu a experiência e agradeceu o apoio dos amigos. “Gostaria de agradecer a todos pelo apoio para realizar essa prova. Não sei se sou merecedor de todos os elogios, mas de qualquer forma fico muito grato. A gente sabe que uma força e alguém passando uma energia positiva sempre ajuda. Isso com certeza me auxiliou a terminar a prova”, comemora. Veja abaixo os principais relatos da prova, conforme destacado pelo atleta.

Sobre a prova
“Já era sabido que a água é realmente muito gelada. Eu já tinha nadado em águas geladas antes, como em Punta del Este, porém aqui me pareceu que demorou muito para vir o aquecimento. A natação estava bastante fria e no meu caso demorou até o quilômetro 2 para eu me sentir um pouco melhor, tanto é que extrapolei meu tempo na natação. Mas com meu pouco tempo de treino, mais ou menos um mês e vinte dias, já estava ciente de que isso iria acontecer, de que não era de se esperar muita coisa em relação ao tempo”.


Prova do ciclismo
“Me surpreendeu o vento, os primeiros 45 Km foram relativamente bem, até a gente geralmente sai mais empolgado. Mas a partir da volta, quando eu percebi nos 90 Km que eu fechei em 2h50, senti que a coisa ia ser difícil. E foi difícil, deu para perceber que o pessoal sofreu bastante. Eu estava fazendo força o tempo todo e sabia que isso ia comprometer a corrida”

Corrida

“Na corrida eu tive a experiência de saber o que é correr e caminhar em uma maratona, demora demais. Mas era a solução, porque as pernas estavam totalmente moídas. Terminei a prova no esforço mental, porque a parte física deixou a desejar. Mas Ironman é assim, não tem como prever, eu extrapolei meu tempo em quase duas horas. Mas aqui é uma condição totalmente diferente. Acho que mesmo se eu estivesse bem treinado não faria ela em menos de 11 horas. Mas deu tudo certo, chegamos quase inteiros”.

Organização da prova
Segurança perfeita, as duas pistas sem trânsito nenhum. A organização estava muito legal, com uma quantidade enorme de voluntários, inclusive para auxiliar na transição, troca da roupa, com as sacolas, faziam toda a ajuda. Eu fiz a prova porque já tinha feito a inscrição desde dezembro e eu queria conhecer a África do Sul, foi um risco”.

Homenagem a Xineca

“Fizemos uma pequena homenagem ao Xineca novamente (Charles levou um banner com a imagem do atleta para a África do Sul). Uma vez nós o levamos no Canadá, para o Ironman, e dessa vez ele veio em espírito para a África. O espírito da Atribrusque que nós acompanhamos desde que nasceu não morreu”.

 

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