Boletim do Sebrae aponta melhores estratégias para os produtores de leite

Em 2016, os clubes de assinatura no Brasil movimentaram cerca de R$ 690 milhões, um aumento de 15% em relação a 2015, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico

A revolução digital e a mudança do comportamento do consumidor, hoje centrado no consumo online, fez ressurgir na era da internet um antigo modelo de negócio: o de clubes de assinatura. Outrora, era comum assinar jornais e revistas por um determinado período e receber em casa as novas edições. Acontecia o mesmo com o leite: as garrafas eram deixadas, com o produto fresco, em frente às casas todas as manhãs. Em 2016, os clubes de assinatura no Brasil movimentaram cerca de R$ 690 milhões, um aumento de 15% em relação a 2015, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Assim como o mercado lácteo, décadas atrás, se valia da mesma lógica dos clubes de assinatura de jornais e revistas, empreendedores do setor tem neste modelo uma grande oportunidade de negócios em tempos de consumo online. É o que recomenda o boletim de tendências do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae, que apresenta dicas de como este setor pode se valer dos clubes de assinatura para promover uma experiência diferenciada de consumo aos usuários.

Os primeiros passos envolvem a definição do produto a ser oferecido e análise do valor percebido, a partir de seus diferenciais. Ou seja: oferecer ao cliente algo que ele não encontre em qualquer lugar, como o leite ou queijo de determinada região, um doce ou iogurte gourmet etc. A partir disso, é preciso calcular todos os custos (divulgação do serviço, logística, entrega) antes de definir o valor a ser cobrado ao assinante. Como os valores das assinaturas são fixos, a análise do faturamento e a previsão de lucro são mais simples.

O mercado lácteo brasileiro já conta com alguns cases de sucesso em clubes de assinatura. Um deles é o Clube do Queijo, focado em produtos artesanais. Por R$ 140,00, o assinante recebe todos os meses, cinco tipos diferentes de queijos, que não são facilmente encontradas nos grandes centros comerciais e são provenientes de inúmeros pequenos produtores. Outro exemplo, mas que agrega outros produtos ao serviço, é o Oh! Minas que oferece bebidas, temperos, doces, compotas, queijos e até mesmo livros, utensílios domésticos e itens de decoração. A ideia é resgatar a cultura e as tradições mineiras, retratando os valores do estado – o valor da assinatura varia entre R$ 79,90 e R$ 99,90.

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