ASSEMBLEIA, CÂMARA E SENADO ELEGEM SEUS PRESIDENTES

Esta é a terceira vez que Gelson Merísio assume o comando do Parlamento. Em 2010, ele presidiu a Casa numa divisão de mandato com Jorginho Melo. Em 2011, reeleito deputado, foi escolhido, também por unanimidade, para ser presidente no biênio 2011-2012. “Nossa atuação será sempre de muito respeito à individualidade de cada deputado, respeitando as divergências de opinião que são salutares para o Parlamento e para a democracia”.
No discurso de posse, agradeceu pela eleição e destacou que seu mandato terá foco na independência do Poder Legislativo em relação aos demais, na transparência dos atos legislativo e na sintonia do Parlamento com a sociedade.

No Senado

Pela quarta vez, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é eleito presidente do Senado. Depois de um início de apuração que indicava disputa apertada, Renan acabou abrindo vantagem e, no fim, derrotou o colega de partido Luiz Henrique (PMDB-SC) por 49 votos a 31, com um voto nulo. A votação foi secreta.
Como suas primeiras ações no novo mandato na Presidência do Senado, Renan anunciou uma reunião nesta segunda (2) com o novo presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eleito poucas horas depois. A pauta será a pactuação de uma agenda comum às duas Casas, que acelere o processo legislativo e contribua para melhorar o ambiente de negócios no país. Renan também se comprometeu a pedir que a Câmara delibere sobre matérias aprovadas pelo Senado nos últimos anos que estão paradas naquela Casa.
Na Câmara
Cunha ganhou a disputa em primeiro turno, derrotando seus três oponentes por 267 votos, de um total de 513 votantes. O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi o segundo mais votado, com 136 votos. Júlio Delgado (PSB-MG) contou com 100 votos e Chico Alencar (Psol-RJ) teve 8 votos. Houve dois votos em branco.

Ao tomar posse, logo após ter o nome confirmado no painel de votações do Plenário, Cunha fez questão de ressaltar que será “o presidente de todos” e vai colocar em prática o mote de sua campanha, que foi a independência da Casa em relação aos demais poderes. Prova disso é que já indicou como “prioridade zero” dos próximos dias a conclusão da votação da proposta de orçamento impositivo de emendas parlamentares (PEC 358/13 Orçamento Impositivo) – falta votar o segundo turno.

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