“APARELHO DE GRAVAÇÃO DE VOZ DO AVIÃO” PODE ESCLARECER ACIDENTE QUE MATOU TEORI ZAVASCKI

Desde ontem (19), uma equipe de sete militares enviada à Paraty (RJ) pelo Comando da Aeronáutica, está investigando as causas do acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki (68) e outras quatro pessoas.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) anunciou ter localizado no início da tarde desta sexta-feira (20) “um aparelho de gravação de voz do avião” que será “encaminhado para a sede instituição, em Brasília, para ser analisado”.

Morreram no acidente: o piloto Osmar Rodrigues; o empresário do Grupo Emiliano, Carlos Filgueira, dono do avião; a professora Maria Hilda Panas Helatczuk; a massoterapeuta Maíra Panas; e o ministro Zavavascki.

Seus corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, e liberados por volta das 21 horas de hoje, sexta-feira. Não houve sobreviventes, mas há testemunhas, como o barqueiro Célio de Araújo, que trabalhava com um grupo de turistas em seu barco em Paraty. Ele contestou as informações iniciais de que o mau tempo teria causado o acidente:

“O avião soltava muita fumaça antes de cair. Quando reparei, ele soltou uma bola de fumaça branca, parecia aqueles aviões da esquadrilha. Passou por cima do meu barco e foi perdendo altitude, bateu a asa no mar e capotou”.

Para ele, o acidente teve mais relação com “a quantidade de fumaça que o avião soltava”. “A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki na queda de um avião no litoral do Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira inundou a internet de suspeitas de que não teria sido apenas um acidente”, escreveu Caio Cigana.

“Devido à tarefa que desempenhava como relator dos processos relacionados à Operação Lava-Jato na Corte, redes sociais e comentários de leitores em portais de notícias foram tomados por postagens com suposições e afirmações de que a aeronave foi de alguma forma derrubada”. Em seu perfil no Facebook, o delegado da Polícia Federal de Curitiba, Marcio Anselmo, escreveu: “Agora, na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht, esse ‘acidente’ deve ser investigado a fundo”. Em 26 de maio de 2016, o filho de Teori, Francisco Prehn Zavascki, publicou em seu perfil no Facebook: “É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei! Acredito que a Lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar… Fica o recado!”.

Servidor do Poder Judiciário de Santa Catarina, o brusquense Arthur Otto Niebuhr escreveu no seu perfil de Facebook: “De luto pela morte do Ministro Teori Zavascki. De luto por um Brasil comandado por facções criminosas. De luto por um país em que a queda de um avião pode ter sido arquitetada (ou não) por uma organização mafiosa. De luto por não saber qual país vou deixar para os meus filhos. De luto por trabalhar em um Poder Judiciário com as mãos atadas. Triste sexta-feira”.

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