45% dos trabalhadores vão usar dinheiro do PIS/Pasep para pagar dívidas em atraso

Quantia pode ser sacada a partir desta terça-feira (14) em agências do Banco do Brasil e da Caixa. Média de valor para cada beneficiário é de R$ 1.375
 

Nesta terça-feira (14), iniciam os pagamentos das cotas de PIS/Pasep para trabalhadores de todas as idades. São cerca de 28,75 milhões de brasileiros que estão aptos a resgatar valores do fundo até 28 de setembro. A média de valor para cada beneficiário é de R$ 1.375, que resulta num total de R$ 39,52 bilhões.

Correntistas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal receberam a quantia por depósito. Os trabalhadores que possuem contas em outros bancos devem procurar as agências das estatais para sacar o valor. Para saber o saldo e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites do PIS e do Pasep.

Uma pesquisa nacional realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que 45% dos beneficiários de recursos do PIS/Pasep vão usar o dinheiro para quitar dívidas em atraso.

A segunda principal finalidade do dinheiro extra será os investimentos, com 30% de citações. Há ainda 30% de entrevistados que devem pagar despesas do dia a dia com o saldo disponível e 15% que anteciparão o pagamento de contas não atrasadas, como prestações da casa, do carro ou crediário, por exemplo. Outros 9% de entrevistados vão usar o dinheiro para adquirir roupas e calçados.

Tem direito a sacar recursos, os trabalhadores de empresas públicas e privadas que contribuíram para o PIS ou para o Pasep entre os anos de 1971 e 1988 e que não tenham resgatado o saldo.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o acesso ao dinheiro das cotas do fundo PIS/Pasep é uma medida importante que deve injetar uma quantidade de dinheiro significativa na economia do país. “Isso pode ajudar o cidadão afetado pela crise e pelo desemprego a sanar suas dívidas, limpar o nome e recuperar seu crédito na praça. Ao reduzir a inadimplência o impacto sobre a economia é positivo”, explica.

O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, também destaca que os recursos também poderão impactar o consumo. “É positivo ver que uma quantidade relevante de beneficiários usará os recursos para antecipar dívidas que não estavam atrasadas. Isso mostra uma atitude preventiva e prudente do consumidor”, analisa.

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